Encontro da CTB propõe agenda de luta para barrar a crise

Com a presença de líderes sindicais, trabalhadores e estudantes, o encontro serviu para municiar os militantes de informações relevantes sobre a forma que os trabalhadores devem agir e se articular diante do cenário atual. Segundo os debatedores, é preciso que a classe sindical e trabalhadora esteja unida e faça o embate político em todas as frentes.

Na ocasião, o coordenador Geral da Assufba, Renato Jorge, declarou que o encontro da CTB acontece em um momento decisivo para a vida os trabalhadores. Segundo ele, é preciso muita articulação com deputados para que a pauta prejudicial aos trabalhadores seja superada. Integrantes da Coordenação da Assufba e técnico-administrativos estiveram presentes no encontro.

Para Aurino Pedreira, presidente da CTB-BA, o encontro serviu para reoxigenar os trabalhadores classistas a resistirem a tentativa de golpe e retirada de direitos conquistados graças a democracia. “Qual a situação que estamos vivendo? Qual a perspectiva para 2016? Essas são algumas questões que serão tratadas aqui. Estamos preparando nosso exército para a batalha, para a disputa, para fazer o diálogo com os trabalhadores e buscar caminhos para sair dessa situação.”

Haroldo Lima, ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo e membro do Comitê Central do PCdoB, falou que a situação do país é grave e muito delicada. “Sob o ângulo econômico, político e da instabilidade das instituições. Estamos em um país que está caminhando para o terceiro ano de recessão, isso é uma novidade para o Brasil. Já tivemos recessões maiores, mas nenhuma tão longa. E a previsão é de que 2017 seja de recessão também”.

“Precisamos estar atentos as demissões em massa, aos juros e quais as políticas a serem apresentadas para retomar o crescimento. Debates como esse são essenciais para buscar um caminho superação”, salienta Haroldo.

Cenário político

Marcos Verlaine, assessor parlamentar do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar – DIAP, alertou para um fato de extrema relevância: a crise econômica tem um componente político. “A presidente Dilma não está conseguindo dar uma resposta aos trabalhadores, além de ter grande dificuldade em fazer política. Ainda tem o ajuste fiscal que é muito conservador. Eles perderam as eleições, mas a pauta em discussão é de direita.”

Segundo ele, a classe trabalhadora deve estar atenta a três questões centrais: ameaça dos direitos, perda efetiva de direitos e a mudança para barrar o desemprego em massa. “Dito isso, o movimento sindical não pode ter preconceito político. As centrais devem procurar os deputados para tratar desse tema e buscar apoio nas votações do Congresso”, declarou Verlaine.

O assessor afirma que, mesmo com todas as dificuldades, o movimento sindical conseguiu barrar os principais retrocessos no Congresso. Ele lembra que 2016 será um ano curto, mas com uma agenda cheia. “Tem as Olimpíadas no segundo semestre. Então é hora de mobilizar as bases para discutir política, lutar pela preservação da renda, do emprego e conquistas previdenciárias.”

Ana Georgina, supervisora técnica do Departamento Intersindical de Estatísticas e Assuntos Socioeconômicos – Dieese, lembro do fato de que a crise econômica atual do país tem início numa crise política do governo e a falta de habilidade de negociação da Presidência da República.

“A crise financeira teve início em 2008, afetando, principalmente, os Estados Unidos e países da Zona do Euro. Agora, enfrentamos uma crise significativa no país e é necessário buscarmos mecanismos para superá-la. A mobilização é o que define as grandes negociações e num cenário como esse, a realização dessa atividade é importante”.

Previdência

Pascoal Carneiro, dirigente nacional da CTB, falou sobre sete pontos que a presidente Dilma quer mudar na Previdência. “Nós, trabalhadores, somos contrários a isso. Esse não é o momento de discutir reforma de Previdência, ainda mais em um período de tantas adversidades. Esse encontro é de formação e informação para os sindicalistas baianos.”

Fonte: CTB Bahia

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