Escolas ocupadas: Cadê os jovens de 2013?

Hoje, vemos milhares de jovens novamente no noticiário nacional, com ocupações de escolas e universidades. A luta é contra muitos perigos que rondam a juventude e os trabalhadores: reformas previdenciária e trabalhista que acabarão com os avanços conquistados nos últimos 13 anos e promoverão a desregulamentação das relações de trabalho. Contra a PEC 241, que congelará os gastos da saúde e educação por 20 anos, além de uma reforma do ensino médio questionável.

Não seria esse o melhor momento para aquele “gigante acordar” de novo? Não deveria estar junto a quem está ocupando as escolas e universidades?

Onde estão aqueles “jovens engajados” que víamos em 2013? Simplesmente desapareceram, cruzaram os braços e assistem seus direitos serem tomados de assalto. Aliás, muitos líderes daqueles movimentos – que diziam ser atos apartidários – foram eleitos vereadores pelos partidos que faziam oposição ao então governo de Dilma Rousseff.

Ainda bem que há quem grite e lute por mudanças. Essa é a juventude brasileira, que não se deixa intimidar. São jovens que não se calam perante um governo ameaçador e não precisam da mídia para mobilizar um País.

É o exemplo de uma juventude que mantêm a esperança viva dentro de si e deseja um Brasil melhor. Não permanecer calado diante de direitos ameaçados é o primeiro passo.

Se não reagirmos, veremos ir para o ralo importantes políticas públicas de saúde, moradia, educação e assistência social. Precisamos novamente dos gritos nas ruas. Afinal, são os jovens e os trabalhadores que mudarão os rumos do nosso País.

Karoliny Lima – Estagiária

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