“Estou vivendo a inominável dor da injustiça”, desabafa Dilma

Eleita democraticamente por mais de 54 milhões de votos, Dilma Roussef saudou com beijos e abraços os manifestantes, ao lado de Lula, ministros, parlamentares da base aliada e representantes de movimentos sociais. Recebeu e distribuiu flores, carinho, sorriu e declarou que o público, as mulheres, estavam lhe proporcionando um momento feliz em meio ao triste cenário.

O discurso da presidenta foi rápido. Mostrou determinação e disposição para lutar e honrar os votos que recebeu. Dilma não entregou os pontos, passou confiança e injetou ânimo em toda militância presente.

“Fui a primeira mulher eleita presidenta da República, depois do primeiro operário eleito presidente da República. Como primeira mulher, eu honrei as mulheres. Como qualquer pessoa humana posso ter cometido erros, mas jamais cometi crimes. (…) Ao longo da minha vida eu sempre, como todas as mulheres, enfrentei desafios. Enfrentei o desafio terrível, sombrio, da ditadura e da tortura. Enfrentei a dor indizível da doença. Agora, o que mais dói é esta situação que eu estou vivendo agora. A inominável dor da injustiça, a dor da traição. São duas palavras terríveis – traição e injustiça”, desabafou a presidenta eleita.

Dilma encerrou dizendo que ela e todos os defensores da Democracia se manterão unidos, mobilizados e em paz. Ela agradeceu o apoio das centrais sindicais e movimentos sociais. Dilma se despediu dizendo que iria abraçar “quem eu tenho que abraçar até o fim”, e saiu recebendo flores e cumprimentando os apoiadores aglomerados em frente ao Planalto.

Fonte: Portal CTB – De Brasília, Ruth de Souza

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