Ex comerciários da Mesbla são orientados sobre processo

A rede de lojas decretou falência em 1999 e mudou completamente a vida de cerca de 2 mil trabalhadores, que ficaram desempregados e ainda por cima não receberam todos os direitos trabalhistas. Com o apoio do departamento jurídico do Sindicato, foi dado entrada em uma ação coletiva, e após 13 anos a decisão judicial foi favorável aos comerciários, que vão receber a quantia que tem direito em dois lotes.

Ações do Sindicato

Na época da falência o Sindicato realizou manifestações com os comerciários para garantir o pagamento das rescisões, mas a empresa só pagou 70% dos valores devidos. Durante os treze anos seguintes foram realizadas várias reuniões com os trabalhadores para acompanhar o processo, e a decisão judicial é uma vitória, conforme destacou o Presidente do Sindicato. “Nosso trabalho é impedir que as empresas prejudiquem os trabalhadores e lutar para que a justiça seja feita. Desde que a Mesbla decretou falência nos movimentamos para garantir o pagamento dos direitos trabalhistas dos comerciários. Só agora conseguimos reverter o processo. Uma vitória para os comerciários e comerciárias da empresa”, disse Jaelson Dourado.

Notícia da falência

O ex assistente de vendas de uma das lojas da rede, J.F, que prefere não ser identificado, conta com detalhes o anúncio oficial da falência. “Estávamos trabalhando normalmente. Aos poucos, os produtos pararam de chegar e a loja começou a ficar vazia. Enlouquecemos, muitos pais de famílias com filhos pequenos. Ninguém sabia informar ao certo o que de fato estava acontecendo. Desesperados, procuramos o Sindicato, que deu inicio às negociações. No dia 28 de agosto de 1999 foi decretada a falência. Indignados com a situação e seguindo orientações do Sindicato demos entrada na ação coletiva” lembra. Hoje, com 48 anos, J.F. ainda não sabe o que vai fazer com o dinheiro que vai receber. “ Como a maioria, a noticia da sentença nos pegou de surpresa. Vou ver minha situação financeira e só depois analisarei como vou gastar o dinheiro de anos de trabalho”, afirmou o comerciário.

Já Vera Lúcia Alves de Oliveira (43), ex vendedora de eletrodoméstico da loja do Iguatemi, apesar de só poder sacar o dinheiro na segunda etapa do pagamento, que acontecerá a partir do mês de abril de 2012 , já sabe como vai aplicar o dinheiro. “Hoje eu tenho meu próprio negocio. Abrí um salão de beleza e vou investir todo o meu dinheiro de anos de trabalho no meu sonho”, enfatizou a microempresária.

Maiores informações: 3555-3346

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