Excesso de feriados prejudica comércio

Serão três feriados nacionais e um ponto facultativo na sexta-feira: 3 de abril (sexta-feira da Paixão), 1 de maio (Dia Mundial do Trabalho), 30 de outubro (Dia do Servidor Público) e 25 de dezembro (Natal).

“O comércio vai sofrer muito com a quantidade de feriados. já é possível imaginar a queda nas vendas, mas ainda está muito cedo para dizer uma estimativa de prejuízo. Com os feriados que caíram na sexta-feira, muitos consumidores deixam a cidade, viajam, aproveitam outro lazer, e o comércio sente”, explicou o presidente do Sindicato dos Lojistas da Bahia (Sindilojas), Paulo Motta.

Com a falta de consumidores nas ruas da cidade durante os feriados, Motta teme comércio de rua também não funcione. “O comerciário escalado tem direito a receber 35$ pelo dia. Já o comércio de rua não vê vantagem em funcionar em feriado, o que desorganiza a relação de concorrência entre as áreas comerciais”, disse.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o impacto dos feriados sobre a lucratividade do comércio brasileiro deverá alcançar R$ 15,5 bilhões neste ano – um acréscimo de 22,5%, se comparado ao ano passado. Na avaliação da CNC, “além do menor número de dias úteis no ano corrente, contribui para o agravamento das perdas decorrentes do maior número de feriados a crescente relação da folha de pagamento/receita operacional no comércio brasileiro em curso desde 2009”.

A entidade lembra ainda que, no ano passado, além do expediente reduzido na quarta-feira de cinzas (5 de março) e também em 15 de novembro (sábado), outros sete feriados nacionais integrais ocorreram em dias úteis para o comércio. “Em 2015, o maior número de interrupções ocorrerá em função de dez feriados integrais entre segundas e sextas-feiras, além do meio expediente da quarta-feira de cinzas [18 de fevereiro]”.

Mesmo sem precisar dados locais, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), Carlos Andrade, afirma que o comércio baiano vai sofrer prejuízos de lucratividade.

“Além de perdas parciais de vendas – parte dessas transações são concretizadas antes ou após os dias não úteis –, o fechamento dos estabelecimentos ou a opção pela abertura das lojas em dias não úteis compromete a lucratividade do setor por meio da elevação extraordinária dos custos trabalhistas decorrentes das operações nesses dias”, avaliou. De acordo com ele, os setores em mais atingidos pelo excesso de feriados serão aqueles em que a folha de pagamento tem um alto impacto: Vestuário, Informática e Comunicação, Livrarias e Papelarias.

Fonte: Tribuna

 

 

 

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