Fec Bahia reúne lideranças sindicais em Salvador

O evento foi realizado no Vila Mar Hotel e reuniu lideranças sindicais de várias cidades do interior da Bahia, entre elas: Castro Alves, Itabuna, Gandu, Ubatã, Itapetinga, Itamaraju, Luís Eduardo Magahães, Lauro de Freitas, Santa Bárbara, Irecê, Serrinha, Ilhéus, Itabuna, Itaberaba, Camacã e Canavieiras. Também estiveram presentes representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Supermercados (Sintrasuper), do Sindicato dos Bancários da Bahia, dirigentes sindicais de Campina Grande e Fortaleza, o deputado federal e presidente do PCdoB Bahia Daniel Almeida e o presidente da CTB Bahia Adilson Araújo.

Para Reginaldo Oliveira, Presidente da Fec Bahia, outros encontros devem ser realizados para garantir que o trabalhador comerciário possa se organizar e adquirir visão ampla das mudanças e perspectivas de 2014. “Teremos que fazer um encontro em cada região, no mínimo cinco até novembro, quando vamos estudar a necessidade de cada região para implementar a organização e o crescimento dos comerciários. É necessário ouvir cada realidade, porque cada Sindicato e cada região tem sua realidade de acordo com seu sindicato.”, disse.

Cenário político
As políticas de crescimento econômico, desenvolvimento e geração de renda, adotadas por Lula e ampliadas por Dilma, que abriram as portas para alavancar a economia e promoveram ganhos reais para os trabalhadores, com ampliação de direitos e qualidade de vida, estiveram na pauta do dia. O jornalista Carlos Humberto Martins, da CTB nacional, fez um balanço do cenário político e econômico vividos nos últimos 10 anos e lembrou das medidas que evitaram que a crise mundial, iniciada nos Estados Unidos em 2007, afetassem o Brasil. “Lula criou o bolsa família, que beneficiou milhões de trabalhadores, principalmente no nordeste; promoveu uma política de valorização do salário mínimo, que persiste até hoje e colaborou com mais de 40 milhões de brasileiros; fortaleceu o mercado interno e o comércio, além da legalização das centrais sindicais, fatores que amorteceram os impactos da crise internacional”, destacou.

União e organização
A organização e união dos trabalhadores tem sido fundamentais para garantir direitos e qualidade de vida, como afirmou Jaelson Dourado, presidente do Sindicato. “É fundamental a participação dos trabalhadores e das trabalhadoras neste momento. Chegamos até aqui mas ainda há muito o que fazer. A mobilização, unidade e conscientização da classe trabalhadora em torno de um projeto popular que venha fortalecer o país é fundamental. Temos a reforma das comunicações, do judiciário, a reforma urbana e agrária. Tudo isso tem que ser feito neste governo democrático e popular”.

Juventude e mulheres também foram temas
Segundo o Dieese, o jovem representa cerca de 75% dos trabalhadores comerciários de Salvador e a mulher 52%. Profissionais que convivem com um ambiente de trabalho precário, com situações que interferem no seu crescimento pessoal e profissional e que enfrentam dificuldades para frequentar cursos superiores, devido a extensa carga horária de trabalho. Para falar sobre o assunto, Alfredo Santiago (diretor Sindcom), Augusto Vasconcelos (vice-presidente do Sindicato dos bancários), Rosa Souza e Fátima Almeida (UBM) abordaram temas como: Programa Jovem Aprendiz e políticas públicas que beneficiem as trabalhadoras sem precarizar o ambiente de trabalho e de forma a valorizar a mulher.”A incorporação do jovem passa também pelo desenvolvimento do país. Vivemos hoje uma situação de empregabilidade muito melhor do que a que existia nos anos 90, com taxas de desemprego menores, muito inferiores ao passado. Mas convivemos com uma alta rotatividade; precarização das relações de trabalho; terceirizaçãoe isso afeta diretamente os jovens. É necessário que o desenvolvimento do país incorpore esta geração, que é a maior geração jovem da história do país.”, falou Augusto Vasconcelos. “A luta das entidades, dos sindicatos e das organizações de mulheres devem ser traduzidas também como a luta do governo Dilma por igualdade de oportunidades. Ou seja, não deve haver diferenças salariais por gênero e sim por atividade.”, completou Fátima Almeida.

Outros estados marcaram presença
Assim como acontece em Salvador, em outras capitais do Nordeste os comerciários sofrem para conquistar direitos e benefícios. “Entendemos que há outras categorias conseguindo maior poder de barganha, avançando nas negociações coletivas e buscando salários indiretos. Obviamente que tudo isso depende do poder de mobilização, do conhecimento e das particularidades de cada município. Não podemos esquecer da conscientização do trabalhador para aderir as campanhas e bandeiras de luta da categoria.”, completou José Coelho, presidente do Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e região.

 

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