Frente Brasil Popular, centrais e sindicatos protestam em Salvador

Em mais um grande ato político, representantes da Frente Brasil Popular (FBP), das centrais, dos sindicatos e dos estudantes tomaram as ruas do Centro de Salvador, na tarde desta quinta-feira, 20. As manifestações aconteceram também nas principais cidades do País, pela defesa do Estado Democrático e do ex-presidente Lula, condenado sem provas pelo juiz Sérgio Mouro, e contra as reformas da Previdência e trabalhista.

De acordo com o coordenador da FPB, Walter Takemoto, as reformas visam enfraquecer os sindicatos e as lutas dos trabalhadores por uma vida digna, e a sentença de Moro contra Lula representa a tentativa de consolidar o golpe. “Não há outra saída senão a convocação de eleições diretas para que o povo decida quem deve conduzir os destinos do Brasil.

Presidente da CTB Bahia, Pascoal Carneiro disse que, além das mobilizações, a central deve acionar o Supremo Tribunal Federal contra a reforma trabalhista. “É mais uma frente de luta que vamos atuar. Orientamos os sindicatos que estão em campanha salarial que endureçam nas negociações, se possível com greves, para constar cláusulas importantes nas convenções coletivas”, afirmou.

COMERCIÁRIOS

Entidades ligadas aos comerciários reforçaram o ato na capital. “A batalha ainda não acabou e nós estaremos juntos com as centrais e a Frente Brasil Popular até virarmos esse jogo”, enfatizou o presidente do Sindcom, Jaelson Dourado.

Dirigente do Sintrasuper e vice-presidenta da CTB Bahia, Rosa de Souza denunciou os prejuízos da reforma para as trabalhadoras. “As grávidas e lactantes poderão trabalhar em lugares insalubres, com riscos para sua saúde e a do bebê. Agora, assédio sexual e assédio moral reforçam a discriminação. O valor da indenização será de acordo com a função e o salário. Uma operadora de caixa receberá indenização menor que uma gerente, por exemplo. Um absurdo”, criticou.

O vice-presidente da FEC Bahia (Federação dos Comerciários da Bahia), Renato Ezequiel, disse que a entidade está orientando os sindicatos para mobilizarem a categoria nas cidades do interior. “Vamos manter essa determinação até reverter a situação”, frisou.

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