Gastos dos brasileiros com roupas sobem 68,4% em 9 anos, diz pesquisa

A pesquisa aponta que a classe C (famílias com renda per capita entre R$ 327 e R$ 1.410, pelos critérios do instituto), foi a que mais gastou com roupas em 2011, somando R$ 35,3 bilhões, o que representa 48,4% do total. As classes AB (elite) gastaram, juntas, R$ 24,5 bilhões (33,6% do total). Já as classes D e E (emergentes) somaram R$ 13,1 bilhões (18%).

A pesquisa foi realizada a partir do cruzamento de informações da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), e da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD), do IBGE. O Datapopular também entrevistou 18.365 pessoas no 4º trimestre de 2011 em 251 cidades do país.

Entre os entrevistados, 50,4% dos homens e 54,3% das mulheres afirmaram se preocupar em estar na moda. Entre as classes sociais, 52,1% da classe C consideram importante estar na moda. Entre a elite, esse percentual foi superior, 56%. Nas classes D e E, o índice foi de 49,4%.

“Ao contrário da elite, a nova classe média brasileira tem um pensamento funcional quanto à moda. Além de estar vinculada com autoestima e bem estar, primordialmente, ela está atrelada às suas perspectivas de vida, e principalmente, a profissional”, diz Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular.

Hábitos de consumo

Segundo a pesquisa, 21,4% dos brasileiros da classe C disseram comprar roupas pelo menos uma vez a cada três meses. Entre a elite, o índice ficou em 61,6% e entre os emergentes, 38,1%.

Os shoppings centers são apontados como o lugar preferencial na hora de comprar, tanto pela classe C (61,7%) como pelas classes A e B (77,7%). Entretanto, nas classes D e E, as lojas de rua é apontado como o local mais utilizado por 58,5% dos entrevistados.

A pesquisa aponta ainda que seis de cada 10 entrevistados entre os emergentes e a nova classe média gostam de usar roupa de marca, ao passo que na elite essa relação sobe para 7 de cada 10.

“A marca na Nova Classe Média é vista como ferramenta de inclusão, enquanto na elite é um diferencial, uma forma de obter exclusividade. Ou seja, se o jovem da Classe C adquire um tênis de marca renomada, ele visa apenas fazer parte do meio em que vive e ser aceito socialmente, enquanto o jovem da elite quer ser o diferente, ele quer aquele tênis que ninguém tem, e por isso vai comprar no exterior”, avalia o sócio-diretor do Data Popular.

Entre as pessoas das classe C, D e E, a maior inspiração para se vestir vem das próprias pessoas que estão na rua, em seguida revistas. Nas classes A e B, esse comportamento é o oposto.

O Datapopular estima que 53,9% dos brasileiros estavam na classe C em 2011, 31,1% na classe D e 3,8% na classe E. Apenas 3,2% estariam na classe A e 8% na classe B.

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