Hoje é Dia Nacional de Denúncia do Racismo

Há uma gritante seletividade dessas mortes violentas e na definição do perfil das vítimas, tendo no racismo elemento determinante dessas mortes, assim como o elemento geracional (são jovens em sua maioria) e local (alta concentração nas periferias) dessas mortes. Segundo o mapa, em 2002 morriam proporcionalmente 73% mais negros do que brancos. Em 2012, o índice subiu para 146,5%.

Na Bahia e em Salvador, a situação se agrava. Ambas ocupam a quinta posição quando são analisados os estados e as capitais do país, com o pico de 85 mortes a cada 100 mil habitantes no estado.

Infelizmente, tragédias como as chacinas do Cabula, Bairro da Paz, Pau da Lima, Nova Brasília de Itapuã, Periperi, Valéria, Engenho Velho de Brotas, dentre tantas outras, são tão frequentes que caem no esquecimento da imprensa, mas seguem sendo alvos de denúncias pelo movimento negro, que exige investigação desses crimes e o fim da impunidade com prisão dos culpados.

A continuidade desta tragédia social impacta a vida de milhões de jovens e suas famílias – e de toda a sociedade -, que convivem com o risco cotidiano de perder membros de sua família e comunidade.

Neste 13 de Maio, Dia Nacional de Denúncia do Racismo, a Unegro (União de Negros Pela Igualdade) vem se somar a todas as organizações que denunciam o extermínio sistemático da juventude negra e exigir do sistema de Justiça a imediata apuração e punição dos envolvidos, sejam eles agentes do Estado ou não, bem como dos poderes públicos, a imediata implementação de políticas públicas de prevenção à violência em todas as periferias da cidade, de forma a proporcionar a adolescentes e jovens os direitos ao seu pleno desenvolvimento em um ambiente de paz e oportunidades.

Fonte: CTB Bahia

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