Horário de verão recebe críticas e elogios da população

Segundo ele, a alteração do horário é ainda mais complicada para a filha de 8 anos. “A criança está acostumada em acordar no mesmo horário para ir à escola. E pior, terá que se adaptar duas vezes. Quando começa e termina”. O vendedor Elielson Souza, 24, também não aprovou a mudança. “Não deve ser saudável ter que mudar hora de comer e dormir tantas vezes assim”, argumenta.

Comércio – A adesão do Estado ao horário de verão agradou aos lojistas. “O trabalho fica muito confuso quando não acompanhamos o horário bancário de Brasília”, argumenta o dono de uma loja de autopeças na Avenida Sete Portas, João Pires, 44.

Presidente do Sindicato dos Lojistas do Estado da Bahia, Paulo Mota defende que a decisão proporcionará regularidade operacional ao Estado. “Nós somos o sexto Produto Interno Bruto do País. Não poderíamos deixar de acompanhar a economia nacional. As transações bancárias são regidas pelo horário de Brasília”, analisa.

Ele lembra que a Bahia aderiu ao horário de verão, ano passado, depois de uma ampla discussão do governo com 21 entidades que representam categorias produtivas do Estado. “O governador percebeu que era importante para a economia aderir ao horário de verão”, analisa.

A Federação das Indústrias do Estado (Fieb) defende que a mudança seja mantida nos próximos anos. Segundo dados do órgão, a Bahia responde por 55% das exportações do Nordeste. O órgão lembra que a economia internacional se relaciona com o Brasil tomando o horário de Brasília como referência.

O cozinheiro José Cunha Lima, 28, também não reclama por ter de adiantar os ponteiros do relógio em 1 hora. “Para mim acordar cedo não é problema. Bom mesmo é poder voltar para casa com o dia claro”. Ele diz não se incomodar de sair de casa, no bairro de Mussurunga, antes do sol nascer para chegar ao trabalho no Centro às 7 horas, durante a vigência do novo horário.

Os baianos adotaram o horário de verão durante oito anos, entre 2003 e 2010. Relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico indica benefícios com a alteração do ano passado: A Bahia economizou 105 megawatts, o que corresponde a 4,2% de toda a energia elétrica que seria consumida no período.

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