Inadimplência do comércio sobe 4,32% em maio, informam lojistas

Segundo a CNDL, a alta da inadimplência em maio é resultado do “cenário macroeconômico mais favorável ao consumo”, que combina “política fiscal expansionista” (cortes de tributos para estimular o consumo, como o IPI da linha branca e dos automóveis), além de “afrouxamento monetário”, ou seja, as reduções da taxa básica de juros que acontecem desde agosto do ano passado.

“Vale mencionar que a manutenção do consumo das famílias, que permanece como motor propulsor econômico brasileiro, demonstra descolamento do enfraquecido Produto Interno Bruto (PIB), ainda em fraca recuperação após o tímido resultado de 2011”, avaliou a CNDL, em conjunto com o SPC Brasil.

Consultas e cancelamentos de registros

A CNDL e o SPC Brasil disseram ainda que o número de consultas para compras a prazo e para pagamentos com cheques (indicador relacionado com o volume de vendas) subiu 4,09% em maio de 2012, na comparação com o igual período do ano anterior. Na parcial do ano, o indicador avançou 4,23%. “O aumento do número de consultas vem acompanhado do incremento de vendas, em virtude do aquecimento do mercado de trabalho”, informaram as entidades.

Os dados da CNDL/SPC Brasil mostram ainda que houve um aumento de 1,7% no cancelamento dos registros (de inadimplência) em maio, contra o mesmo mês de 2011. Nos cinco primeiros meses de 2012, o cancelamento de registros de inadimplência subiu 2,08%. Segundo a CNDL e o SPC Brail, o cancelamento de registros está relacionado com a queda do desemprego, com as baixas taxas de juros e com o aumento da renda.

Metodologia

A CNDL lembra que sua base de dados incorpora os grandes e pequenos varejistas, mas não inclui as operações com cartões de crédito. As transações com cartões de crédito absorvem cerca de 20% do volume total de operações, segundo estimativas da entidade. Os dados da CNDL envolvem, porém, a consulta em mais de 150 milhões cadastros de pessoa física (CPF) de consumidores em 800 mil pontos de vendas credenciados.

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