Inadimplência menor anima o comércio

Segundo avaliação do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Salvador, Geraldo Cordeiro, a estabilidade da inadimplência a partir deste semestre aponta para o incremento no comércio. Nos primeiros seis meses do ano, quando a inadimplência ficou entre 6% a 7%, o varejo baiano não teve expansão nas vendas, chegando apenas ao mesmo volume do ano passado. “Com tudo isso, o ano será de crescimento. Não o projetado no começo do ano, mas teremos sim aumento (nas vendas)”, prevê Cordeiro.

Levantamento da Serasa Experian divulgado na última quarta sustentam o otimismo do dirigente lojista baiano. Segundo a empresa de avaliação de crédito, o volume de atrasos de mais de 90 dias dos pagamentos registrou a maior queda do ano no mês passado. O Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor retraiu 1,9%. No ano, o índice subiu 15,3%, ante uma escalada de 23,4% em igual período do ano passado. O indicador começou o ano em 134,2 pontos, subindo para 155,3. Agora está em 149.

Geraldo Cordeiro avalia que o período de estabilidade na inadimplência é sinal de que o problema tende a ter menos força daqui para frente. Menos pela queda nos juros básicos – agora a Selic está fixada em 7,25% – e mais pelos novos critérios na concessão de crédito. “Os bancos e financeiras estão mais criteriosos na concessão de empréstimo”, lembrou.

Para o presidente da CDL, o varejo de Salvador também está fazendo sua parte para garantir um movimento melhor agora e no período de festas natalinas. “Muitas lojas estão fazendo promoções e facilitando o pagamento. O consumidor está tendo acesso (às compras)”.

O incremento do Dia das Crianças poderá compensar a estagnação de setembro, motivada segundo Cordeiro pela semana de bancos fechados devido à greve dos bancários. Cordeiro ainda não fez uma estimativa para o Natal, mas confia em expansão nas vendas. O setor de automóveis, por exemplo, a seu ver deve ter uma recuperada depois das medidas anunciadas pelo governo federal. O item foi responsável pela maior retração no primeiro semestre, junto com material de construção. Confecções e eletrodomésticos garantiram a estabilidade no período.

Quanto ao impacto dos investimentos do segmento shopping centers – a inauguração do Bela Vista, em julho; e a ampliação do Barra, entregue em setembro. A seu ver, os dois empreendimentos geram mais opções para o cliente, mas é cedo para avaliar se o total de vendas aumentará ou os novos compradores dos shoppings virão de outras modalidades de comércio.

Compartilhe:

Deixe seu recado