Inflação da baixa renda perde força em janeiro, mostra FGV

No acumulado em 12 meses até janeiro, a inflação entre os mais pobres acumula alta de 5,43%, mais fraca do que a apurada entre famílias mais ricas, pesquisadas no Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR) – que abrange famílias de até 33 salários mínimos mensais -, com avanço de 5,88% no período. No entanto, a taxa do IPC-C1 de janeiro ficou acima do IPC-BR para o mesmo mês (0,81%).

Quatro das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram desacelerações ou quedas de preços em suas taxas de variação de preços, de dezembro para janeiro. É o caso de alimentação (de 1,74% para 0,58%), habitação (de 0,42% para 0,38%), vestuário (de 1,51% para -0,20%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,79% para 0,24%).

Em contrapartida, houve taxas expressivas de inflação, no período, em educação, leitura e recreação (de 0,77% para 3,54%), transportes (de 0,00% para 3,25%) e despesas diversas (de 0,21% para 0,29%).

Entre os produtos pesquisados, as mais expressivas elevações de preços percebida por famílias de baixa renda em janeiro foram detectadas em tarifa de ônibus urbano (3,60%); batata-inglesa (13,44%); e tomate (10,86%). Já as mais expressivas quedas foram registradas em limão (-33,42%); pão francês (-1,88%); e leite tipo longa vida (-1,83%).

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