Inflação: preços sobem 6,55% em 12 meses e ultrapassam meta do governo

Apesar da desaceleração em relação a abril (0,77%), nos últimos 12 meses, o índice está acumulado em 6,55%, valor levemente superior ao teto da meta de 6,5% para o ano. O setor de transportes foi o que mais influenciou a desaceleração da inflação em maio, em grande parte devido a queda no preço dos combustíveis. O litro do etanol teve queda de 11,34%, enquanto havia subido 11,2% em abril. O litro da gasolina, por sua vez, passou de 6,26% em abril para 0,85% em maio.

Os grupos habitação (0,97%), alimentação (0,63%) e despesas pessoais (0,72%) tiveram alta em maio, em relação ao mês anterior. O combate à inflação se tornou um dos principais objetivos do governo. Para este ano, o centro da meta de inflação perseguido pelo Banco Central é de 4,5%. O mercado, porém, prevê inflação de 6,22%.

A última vez em que a meta foi estourada foi em 2002, quando a inflação foi de 12,53% e o teto era de 5,5%. Em 2003 e 2004 a meta teve que ser ajustada para cima para evitar novos rompimentos. O próprio BC em relatório elevou a estimativa para a inflação neste ano de 5% para 5,6%. No ano passado, a inflação foi de 5,91%, a maior registrada no país desde 2004. O centro da meta pode ter variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, ou seja, a inflação poderia ir de 2,5% a 6,5%. O índice de 4,5% é chamado de centro, pois está bem no meio dos extremos.

O temor de uma forte alta nos preços em 2011 tem feito com que o governo tente controlar a inflação por meio da política monetária. Ou seja, subindo a taxa básica de juros, a Selic. Ao elevar os juros, o objetivo é desestimular o consumo e, assim, evitar que os preços subam. Em abril, o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, decidiu elevar a taxa básica de juros (a Selic) para 12% ao ano. Com a nova elevação, a Selic atingiu seu maior nível desde janeiro de 2009, quando era de 12,75%. Nesta semana, o Copom tem nova reunião e a expectativa do mercado é de que haja um um aumento de 0,25 ponto percentual, elevado a Selic para 12,25%.

Índices

O IPCA refere-se às famílias com rendimento mensal de 1 a 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém), além do município de Goiânia e do Distrito Federal.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação de famílias com renda de até seis salários mínimos, variou acima do IPCA: 0,57% em maio. No entanto, a taxa é inferior à registrada em abril, que foi 0,72%. O INPC acumula inflação de 3,48% no ano e de 6,44% nos últimos 12 meses.

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