Lavanderia hospitalar deve três meses de salário

Alguns trabalhadores tiraram férias em julho e agosto, mas até o momento, não receberam suas bonificações. Além disso, encargos sociais como FGTS e INSS não estão sendo recolhidos.

“Nossa situação é crítica, não temos dinheiro para nada. Logo agora no final do ano, que recebemos o décimo terceiro e as condições melhoram um pouco, acontece isso. Apenas 30% dos funcionários estão indo trabalhar”, explicou um dos 120 servidores, que preferiu não se identificar.

Nas duas primeiras reuniões realizadas com o Sindicato dos Comerciários de Salvador, as empresas alegaram a falta de pagamento por parte da Sesab.

A equipe de reportagem do Bocão News entrou em contato com a Sesab para verificar a situação dos pagamentos das empresas terceirizadas, e, de acordo com o órgão, não havia nenhuma pendência.

O Sindicato tornou a se reunir com as empresas nesta quarta-feira (5). Desta vez, houve uma outra explicação para o atraso do pagamento. “Hoje, eles alegaram que a Secretaria está pagando, mas o dinheiro fica retido no banco porque estão em débito”, explicou o diretor do Sindicato, Alfredo Santiago.

As reuniões aconteceram na sede da empresa, situada no Lobato. Segundo Santiago, as condições de trabalho são inadequadas para os profissionais. “Os funcionários manuseiam as roupas hospitalares sem equipamento de proteção individual (EPI), isso é um absurdo”, conta.

Para acelerar o pagamento, o sindicato entrou com uma ação pela Superintendência Regional do Trabalho. A primeira reunião estava agendada para o dia 04 deste mês, mas a reunião foi remarcada para a próxima terça-feira (11), às 11h. “Caso os problemas não sejam solucionados, a categoria irá paralisar os serviços prestados”, afirma Santiago.

Os sócios da Constant não foram encontrados para falar sobre o assunto.

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