Lições das urnas, para os partidos e o povo

O melhor exemplo é de São Paulo. João Dória (PSDB) ganhou com 3.085.187 votos, número é menor do que a soma de votos brancos e nulos e ausências: 3.096.304, ou 38,48%. Em Salvador, 34,72% dos eleitores disseram não à política.

Outra lição é a de que os partidos de esquerda precisam se recolocar melhor para ganhar novamente a confiança dos eleitores para projetos mais avançados. É importante fazer autocrítica sobre os erros e projetar ideias e atitudes novas, retomando o vínculo mais forte com os movimentos populares. Esse cenário desfavorável foi potencializado pela grande mídia e pelo Judiciário, que não foram para cima de outros partidos e políticos citados na Lava-Jato.

RENOVAÇÃO?

O desencanto dos eleitores elegeu novas pessoas. Aqui vem a terceira lição: isto significa renovação da política? Foram eleitos muitos prefeitos e vereadores de partidos que sempre atuaram para cortar investimentos nas áreas sociais, retirar direitos e aprovar projetos que beneficiam grandes grupos econômicos que dominam as cidades.

Isto significa que a renovação ocorrida foi à direita, com a possibilidade de cassação dos direitos sociais do nosso povo. Os partidos que cresceram (PSDB, PMDB e DEM, mais no Nordeste) são os que apoiam Temer e suas reformas.

Esse novo cenário exige dos movimentos sociais, das centrais e dos sindicatos unidade e disposição de luta, nas ruas e no campo das ideias.

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