Lojistas querem derrubar portaria da prefeitura

A informação foi passada pelo presidente do sindicato, Paulo Motta. Ele afirmou que a medida irá prejudicar o comércio de Salvador. “Vai dificultar a vida das empresas em relação à reposição do estoque de mercadorias. Já estamos estudando a possibilidade de entrar na Justiça para pedir a suspensão da portaria”, disse Motta.

A Portaria 334/2013 estabelece a proibição de serviços de carga e descarga de segunda a sexta-feira, das 6h às 21h, e antes das 14h aos sábados.

A proibição vai valer nas seguintes avenidas: Jequitaia, Marechal Castelo Branco, Vasco da Gama, Juracy Magalhães Júnior, ACM, Tancredo Neves e Magalhães Neto. Além disso, a medida vai vigorar na orla, no trecho entre o largo da Calçada e o Jardim dos Namorados, e no Túnel Américo Simas. Segundo Motta, o sindicato foi procurado por empresários que se disseram descontentes: “Vai ser prejudicial, pois os comerciantes vão ter que pagar adicional noturno e hora extra para os funcionários que vão carregar e descarregar os veículos”.

Prazo – A TARDE percorreu na manhã desta terça, 9, algumas áreas em que a prefeitura determinou a proibição e encontrou ações de carga e descarga prejudicando o trânsito.

A Avenida Jequitaia foi o ponto em que havia mais problemas. No local, cinco caminhões estavam enfileirados, durante a manhã, esperando para descarregar em um ponto comercial.

“A culpa dos congestionamentos não é nossa. A cidade está violenta, não podemos realizar descargas após as 21h ou antes das 6h. Vai nos deixar mais expostos a assaltos”, afirmou o caminhoneiro Rafael Santos, 25.

O diretor de trânsito da Superintendência de Trânsito e Transporte (Transalvador), Marcelo Correa, afirmou que a medida visa desafogar o trânsito da cidade e contou que a escolha das áreas se deu devido à limitação das equipes de fiscalização do órgão.

“A Transalvador não iria conseguir fiscalizar toda a cidade. Por isso, estas áreas foram escolhidas inicialmente. No longo prazo, outros pontos da cidade também passarão pela intervenção”, relatou Correa.

Para o professor Pedro Oliveira, 32, a medida é positiva para o trânsito da capital. “Os caminhoneiros não respeitam o trânsito, param em qualquer lugar”, opinou.

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