Maioria dos deputados que disputa presidência da Câmara tem pendências na Justiça; eleição é hoje

Segundo levantamento realizado pelo jornal Estadão. Entre as acusações estão envolvimento na Lava Jato, peculato (desvios de recursos públicos), improbidade administrativa e submeter trabalhadores a condições de trabalho análogas à escravidão.

A eleição do presidente deverá ocorrer nesta quarta-feira (13). Entre os mais cotados na disputa, está o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), que é investigado por peculato e corrupção, e é o nome preferido pelo governo interino. A oposição decidiu apoiar Marcelo Castro (PMDB-PI), ex-ministro de Dilma Rousseff (e sem nenhum processo na Justiça).

Luiza Erundina (PSOL-SP) também é candidata.

Confira a lista dos pesquisados – todos manifestaram intenção de concorrer – que possuem pendências com a Justiça. Eles têm até a quarta-feira para registrar oficialmente sua candidatura:

Rogério Rosso (PSD-DF) é investigado por peculato e indiciado por corrupção. Os crimes são relacionados ao mandato-tampão como governador do Distrito Federal, em 2010, após um escândalo de corrupção que prendeu o então governador José Roberto Arruda e obrigou o vice, Paulo Octávio, a renunciar.

Rodrigo Maia (DEM-RJ) não responde a processo. No entanto, teve seu nome envolvido na Operação Lava Jato após aparecer em troca de mensagem de Léo Pinheiro, da OAS, pedindo doações. Maia é alvo de um pedido de inquérito da Procuradoria-Geral da República.

Heráclito Fortes (PSB-PI) teve as contas das últimas eleições reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do seu Estado. O deputado ainda pode recorrer na ação em que o Ministério Público Eleitoral pede a cassação do mandato. Antes, foi condenado por improbidade administrativa quando era prefeito de Teresina, entre 1989 e 1993, por usar publicidade institucional para fazer promoção pessoal. A Justiça determinou ressarcimento aos cofres públicos.

Beto Mansur (PRB-SP), possui a maior lista de pendências judiciais entre os 16 pesquisados. Mansur já foi condenado e responde a um processo por exploração de trabalho análogo à escravidão em uma fazenda no interior de Goiás. O caso envolve 46 trabalhadores, sete dos quais eram menores de idade na época. Além disso, Beto Mansur é investigado por supostas irregularidades no período entre 1997 e 2004, período em que foi prefeito Santos

Esperidião Amim (PP-SC) responde por improbidade administrativa e dano ao erário.

Jovair Arantes (PTB-GO) foi condenado pelo TRE por utilizar funcionário público em seu comitê de campanha em 2014. Ele foi multado em R$ 25 mil. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Fonte: Portal CTB

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