Mais um comerciário vítima da insegurança em Salvador

Na sexta-feira (13/7) dois assaltos a supermercados foram registrados na cidade: um no Bompreço Caminho de Areia e outro no Bompreço Cabula, onde um trabalhador foi morto. Hoje (16/7) pela manhã a mídia baiana noticiou mais um episódio que por sorte não teve vítima fatal, mas, infelizmente, o capital e o patrimônio ganharam destaque. No assalto ao Atacadão Atakarejo da Calçada a funcionária tesoureira foi sequestrada em sua própria casa, fato colocou em risco também a segurança de sua família.

CAT

De acordo com a CLT, o assalto ao local de trabalhado é considerado acidente de trabalho, e todo trabalhador que presenciar o fato tem garantido o direito a emissão do Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT). Com isso, é garantido ao trabalhador recorrer ao INSS para realizar seu tratamento sem perdas financeiras. Quando poderá buscar atendimento médico e psicológico para tratar possíveis traumas físicos e emocionais até total recuperação. Porém, muitas vezes as empresas se recusam a fornecer a CAT, e acabam prejudicando o trabalhador que é obrigado a trabalhar com as enfermidades adquiridas.

Horário de abertura e fechamento

Além da insegurança, outro fator que precisa ser discutido pela sociedade diz respeito aos horários de abertura e fechamento dos supermercados. Hoje, muitos trabalhadores deixam o local de trabalho após 22h e mais uma vez se tornam presas fáceis, tanto nos pontos de ônibus, escuros e sem segurança, como dentro das conduções.

Outros riscos

Como se não bastasse todos os riscos citados acima, há também aqueles ocasionados em decorrência das casas lotéricas e caixas de bancos, que nos últimos tempos se tornaram comuns nos supermercados e acabam atraindo ainda mais a ação de bandidos, que tem ali várias possibilidades de assaltos.

É bom destacar que o capital e o patrimônio normalmente são preservados porque as empresas mantêm seguros que logo são acionados. Mas a vida do trabalhador e as consequências e sequelas ocasionadas pelos traumas sofridos muitas vezes não tem a mínima atenção por parte das empresas.

Precisamos reivindicar do Estado maior segurança, qualidade no transporte público e bom senso por parte dos empresários, porque nestes estabelecimentos trabalham pessoas, que não recebem apoio e assistência devidos e nem sempre tem seus direitos preservados. O Sintrasuper convoca a categoria para se unir e apoiar a causa. Do contrário, nossos companheiros vão continuar estampando páginas de jornais e noticiários como parte de uma estatística cruel que o Estado fecha os olhos e não cria alternativas ou soluções.

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