Médicos decidem paralisar atividades por dois dias

De acordo com o Sindicado dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed), a paralisação de dois dias é resultado da insatisfação da classe quanto à proposta do governo em rodada de negociação realizada na última quarta-feira (30).

Na ocasião, o secretário de saúde da Bahia, Jorge Solla, apresentou os argumentos do governo quanto às reinvidicações dos médicos. Porém, segundo o Sindimed, não houve clareza e prazos definidos.

A categoria alega baixos salários, más condições nos locais de trabalho, luta para que a Sesab concorde com a gratificação para os plantões de 12 horas e repudiam a Medida Provisória que tramita no senado para reduzir a remuneração dos médicos em 50%, medida que também pretende alterar a carga horária dos profissionais de 20 horas para 40 horas semanais.

Medida Provisória – A medida Provisória explica que os médicos continuam ganhando o mesmo valor porque o percentual descontado é transformado em Vantagem Pessoal (VP). Mas a classe não concorda.

O Sindimed analisa que os benefícios que receberiam daqui para frente, como por exemplo tempo de serviço e melhoria da formação acadêmica, serão descontadas dessa vantagem pessoal.

“O discurso da entidade não é barrar a Medida Provisória, porque ela tem pontos positivos para outras categorias. Mas sim suprimir as cláusulas que prejudicam os médicos”, explicou a assessora do Sindimed, Flávia Vasconcelos.

Os médicos farão um protesto durante o período que estiverem sem trabalhar e pretendem ficar concentrados em frente à reitoria da Universidade Federal da Bahia (Ufba), localizada no bairro do Canela, em Salvador. Quanto às negociações, o Sindimed informou que uma nova assembleia já foi marcada pela classe, no dia 13 de junho, às 12h.

A reportagem de A TARDE tentou contato com a assessoria de comunicação da Sesab, para maiores informações, mas o celular do assessor responsável para falar sobre o assunto estava desligado.

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