Mercadinhos viram alvo de marginais

Esse mesmo sentimento de insegurança que José está enfrentando, é compartilhado por todos os donos de mercadinhos, espalhados pela cidade. Para driblar ações dos ladrões, muitos deles colocam câmeras de segurança no estabelecimento, além de contratarem empresa de segurança como acontece em um supermercado localizado na Rua Minas Gerais, na Pituba, que foi vítima de roubos e teve que pagar uma empresa de segurança comandada por policiais.

No caso de seu José, depois de sofrer os constantes roubos, ele e outro dono de mercadinho resolveram pagar um segurança, mas segundo o proprietário, não tem surtido efeito. “Há três meses meu estabelecimento foi roubado três vezes pelo mesmo marginal. Contratamos o segurança e mesmo assim, foi assaltado. Diante disso, paramos de pagar, pois não estava adiantando nada. O que falta é os governantes investir em segurança que é um problema de emergência e que afeta todos os bairros e não apenas as casas comerciais”, reclama.

Apesar de tantos casos de assaltos aos comerciantes, a Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP), apresentou dados da diminuição de -6,2 no primeiro semestre desse ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Em Salvador, o órgão registrou 740 assaltos a casas comerciais esse ano e no ano passado foram relatados 895 casos de roubo. Essas estatísticas podem ser bem acima dos citados, devido vários comerciantes não registrarem ocorrência.

Assaltantes já conhecem a rotina dos estabelecimentos

“Hoje em dia não registro mais queixa. Em um dos assaltos eu chamei a Polícia Militar que demorou de chegar e eles fizeram várias perguntas, mas nem se quer fizeram buscas ao marginal. Em um outro roubo, o ladrão saiu correndo e nós gritamos até que uma viatura que estava passando em uma das ruas prendeu o assaltante. Acabei que perdi tempo em várias audiências que muitas vezes era adiada, e eu ainda ficava exposto ao marginal. Então, agora é rezar para nada de mais acontecer e deixar pra lá quanto ao registro do boletim”, ressaltou José Antônio.

Outro comerciante. Roberto Santiago, disse que já sofreu três roubos no seu mercadinho e que até o momento não pensou em contratar segurança, porque “esse gasto é do governo”. Na semana passada, em uma rua localizada atrás do Multi shopping na Boca do Rio, um assaltante havia acabado de roubar um mercadinho e foi baleado por segurança contratado pelo comerciante.

Segundo populares, o local já sofreu vários roubos. O perfil dos assaltantes são jovens de 17 a 25 anos, e muitas vezes, são moradores do próprio bairro ou das proximidades e já conhecem a rotina dos comerciantes e sabem o horário onde se tem maior volume de dinheiro.

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