Mercado baixa para 6,19% expectativa de inflação para 2011

Do G1

O documento é fruto de pesquisa com os economistas do mercado financeiro, realizada na última semana. Trata-se da sexta queda consecutiva da previsão de inflação para este ano. Para 2012, porém, a estimativa dos economistas dos bancos para o IPCA avançou de 5,10% para 5,13%.

Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Taxa de juros

Após subir os juros para 12,25% ao ano na semana passada, o mercado financeiro manteve a previsão de que a taxa básica da economia terminará este ano em 12,50% ao ano. Isso quer dizer que os analistas dos bancos seguem acreditando em mais um aumento de 0,25 ponto percentual nos juros ainda em 2011. A previsão é de que o aumento aconteça em julho.

Crescimento econômico e câmbio

O mercado financeiro baixou, na semana passada, a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 de 4% para 3,96%. Para 2012, a previsão do mercado de crescimento da economia brasileira ficou estável em 4,10%.

Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2011 recuou de R$ 1,61 para R$ 1,60 por dólar. Para o fechamento de 2012, a previsão do mercado financeiro para a taxa de câmbio permaneceu em R$ 1,70 por dólar.

Balança comercial

A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2011 ficou estável em US$ 20 bilhões na semana passada.

Para 2012, o BC revelou nesta segunda-feira que a previsão dos economistas para o saldo da balança comercial permaneceu inalterada US$ 10,10 bilhões de superávit.

No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de 2011 permaneceu estável em US$ 50 bilhões. Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil ficou inalterada em US$ 45 bilhões.

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