Ministro do STF afasta Renan Calheiros da presidência do Senado; assume Jorge Viana (PT)

O pedido de afastamento foi feito pelo partido após a decisão proferida pela Corte na semana passada, que tornou Renan réu pelo crime de peculato. De acordo com a Rede, a liminar era urgente porque o recesso no Supremo começa no dia 19 de dezembro, e Renan deixará a presidência no dia 1º de fevereiro do ano que cialis infarctus vem, quando a Corte retorna ao trabalho.

“Defiro a liminar pleiteada. Faço-o para afastar não do exercício do mandato de Senador, outorgado pelo povo alagoano, mas do cargo de Presidente do Senado o senador Renan Calheiros”, decidiu o ministro Marco Aurélio.

Tensão

A decisão do Supremo gerou uma clima de tensão entre os senadores e no governo de Michel Temer, já que ocorre às vésperas da votação da PEC 55 (antiga PEC 241), prevista para dia 13 no Senado.

Com a saída de Calheiros, assume Jorge Viana (PT-AC). Uma reunião de emergência foi marcada no Palácio do Planalto para esta noite com o senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Eunício de Oliveira (PMDB-CE).

Julgamento

No mês passado, a Corte começou a julgar a ação na qual a Rede pede que o Supremo declare que réus não podem fazer parte da linha sucessória da Presidência da República. Até o momento, há maioria de seis votos pelo impedimento, mas o julgamento não foi encerrado em função de um pedido de vista do ministro Dias Toffoli.

Até o momento, votaram a favor de que réus não possam ocupar a linha sucessória o relator, ministro Marco Aurélio, e os ministros Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello.

Em nota divulgada na sexta-feira (2), o gabinete de Toffoli informou que o ministro tem até o dia 21 de dezembro para liberar o voto-vista, data na qual a Corte estará em recesso.

Fonte: Portal CTB com Agência Brasil (foto: agência Globo)

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