Mobilização do sindicato garante reajuste acima da inflação

As greves, paralisações e manifestações realizadas ao longo do mês serviram para pressionar os patrões e garantir o benefício. Em reunião no dia 29 de março, o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas) recuou e apresentou uma proposta de reajuste de 5,5 % para os salários em geral. A inflação do período foi de 4,6%. Para os trabalhadores que recebem um piso maior, o reajuste foi de 8,6%, passando para R$573. Para o piso menor, o aumento foi de 10,52% e subiu para R$525. Os valores alcançados foram superiores ao crescimento do comércio em 2009 que foi de 7%.

Outro avanço alcançado pelo Sindicato se refere ao valor pago aos trabalhadores nos domingos e feriados. Para os domingos será pago R$15 com revezamento de trabalho. “Os funcionários não poderão trabalhar dois domingos consecutivos ficando o revezamento de um sim e outro não”, explicou Jaelson Dourado, presidente do sindicato. Além disso, ficou garantido transporte gratuito nos domingos e refeição para quem trabalhar acima de seis horas. No caso dos feriados, a remuneração será de R$25. Ficou estabelecido também o dia do comerciário para 25 de outubro. Uma outra vitória, segundo Jaelson, foi referente ao fechamento do comércio no dia das eleições. “Os comerciários sempre querem votar para exercer a cidadania e agora poderão fazer isso”, afirmou. O setor também não funcionará em 1º de Maio, 7 de Setembro, 25 de Dezembro e 1º de janeiro.

O acordo foi assinado após cinco rodadas de negociações e muita pressão por parte do sindicato. Na manhã do dia 24 de março, por exemplo, a avenida Sete parou. Tradicionalmente local de grande movimento, a avenida parou porque o sindicato reivindicava reajuste digno para os trabalhadores da categoria. Todas as lojas foram fechadas. Desde que havia sido definida a pauta da Campanha Salarial de 2010, os representantes patronais não aceitaram a maioria das reivindicações apresentadas pela entidade, mas diante das pressões eles acabaram cedendo. O Sindicato iniciou processo de mobilização da categoria em janeiro e, por conta disso, conseguiu garantir melhorias para o trabalhador. “Foi um acordo aceitável dentro das perspectivas possíveis, mas existem pontos a ser melhorados com o aumento de restaurantes no Sesc”, ponderou Jaelson.

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