Multidão nas ruas de Salvador, em defesa da democracia

O ato desta quinta-feira, 20, foi organizado pelo Fórum dos Movimentos Sociais, que aglutina o conjunto das entidades organizadas no País. “A praça do povo ocupada pelo povo mostra a grande representatividade da nossa manifestação. Estamos em uma encruzilhada histórica, entre seguir com o projeto que melhorou a vida de milhões de brasileiros e precisa ser aprimorado, ou permitir o retrocesso. Os movimentos sociais e o povo que foi beneficiado seguramente defenderão a primeira opção”, afirmou Aurino Pedreira, presidente da CTB Bahia (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Sessão Bahia).

De acordo com o presidente da FEC Bahia, Reginaldo Oliveira, a grande presença de pessoas no ato mostra que o governo tem respaldo, mas precisa avançar em questões importantes. “Quem lutou contra a ditadura militar e contra as políticas neoliberais de Collor e FHC, sabe que os governos de Lula e Dilma asseguraram muitas conquistas para quem vive do trabalho. Os problemas atuais precisam ser tratados, mas na linha de ampliação dos direitos e valorização do trabalho e dos salários, que ajudarão a impulsionar a economia”, pontuou.

Já o presidente do Sindicato dos Comerciários, Jaelson Dourado, disse que os comerciários não aceitam qualquer retrocesso e que o Brasil precisa avançar nas conquistas dos trabalhadores. “Estamos nas ruas para defender a democracia e não aceitamos qualquer tentativa de golpe a institucionalidade e a legitimidade da vontade popular. Mas, também queremos avançar nas conquistas dos trabalhadores, como a redução da jornada de trabalho, sem redução de salários e a taxação das grandes fortunas”.

Adilson Alves, presidente do Sintrasuper, afirmou que a grande movimentação também é contra os retrocessos que estão ocorrendo na Câmara dos Deputados, presidida pelo conservador Eduardo Cunha, como a retirada de direitos dos trabalhadores, como no caso da terceirização, a proposta de reforma política antidemocrática e a redução da maioridade penal.

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CONTRA O GOLPE E O AJUSTE FISCAL

Falando em nome do PCdoB, Haroldo Lima destacou a diferença entre os dois atos. “Aqui, eu não vi loiras de olhos azuis ou meninos com a cara pintada. Vi trabalhadores, estudantes, sindicalistas e o povo que sempre lutou para defender a democracia e o governo que ajudou a tirar o Brasil do mapa da fome no mundo. Eles não enganam ninguém, pois gritam contra a corrupção e aprovam o financiamento privado para campanha eleitoral, um contrassenso”, frisou.

Vereador do PT em Salvador e ex-governador da Bahia, Waldir Pires ressaltou que democracia não só garantir o voto, mas salário digno e comida na mesa de todos. “E isso, os governos de Lula e Dilma possibilitaram a milhões de brasileiros. Por isso, dizemos não a tentativa de golpe das elites”, disse.

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O presidente da CUT Bahia, Cedro Silva, citou Waldir e Haroldo como exemplos de luta e resistência democrática no Brasil. “É nossa responsabilidade mobilizar trabalhadores e povo para mantermos o País no caminho do desenvolvimento, corrigindo os problemas e ampliando os direitos”, declarou.

Para João Dantas, dirigente da Intersindical na Bahia, é importante ter lado nesse momento. “Não queremos o golpe da direita nem o ajuste fiscal que o ministro Joaquim Levi está impondo. É preciso taxar as grandes fortunas no Brasil. Nós não podemos pagar essa conta”, defendeu.

 

Ascom Sindicom com informações da FEC Bahia

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