País fecha 2011 com recorde histórico em empregos com carteira assinada

O mercado formal de trabalho brasileiro fechou 2011 com saldo de 1.944.560 vagas (crescimento de 5,41%), segundo melhor resultado da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado fica atrás apenas de 2010 (2.543.177). Apenas em dezembro, como ocorre sazonalmente, houve mais demissões do que admissões – foram perdidas 408.172 vagas.

Os números, divulgados na tarde desta terça-feira (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, refletem uma atividade econômica menos intensa, mas ainda com capacidade de criação de empregos até acima do que se poderia esperar. Em 2010, ano do recorde, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5%. A expectativa para 2011 é de aproximadamente 3%.

Comércio – 2º colocado

O saldo do ano é resultado de 21.703.048 contratações formais e 19.758.488 demissões, o que evidencia a rotatividade do mercado de trabalho. Entre os setores, o de serviços criou 925.537 vagas, expansão de 6,43%. Em seguida, vêm comércio (452.077 postos de trabalho a mais, alta de 5,61%), construção civil (222.897, com o maior crescimento percentual, 8,78%) e a indústria de transformação (215.472, aumento de 2,69%).

O ministro interino, Paulo Roberto Pinto, acredita que o saldo de 2012 deverá ser um pouco maior, aproximando-se de 2 milhões.

De acordo com o Caged, o salário médio de admissão teve aumento real (descontada a inflação) de 3,12% sobre 2010. O valor passou de R$ 888,89 para R$ 916,63. Os maiores aumentos reais foram registrados no Paraná (6,33%), Pernambuco (5,36%) e Pará (5,19%). Três estados tiveram queda: Sergipe (-1,43%), Roraima (-0,73%) e Rondônia (-0,72%). O maior salário de admissão foi o de São Paulo (R$ 1.129,41) e o menor, da Paraíba (R$ 689,04).

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