Paralisações nos supermercados de Salvador

Nos últimos tempos o setor virou assunto na mídia e redes sociais por assaltos seguidos de mortes; queixas de clientes e trabalhadores e autuações promovidas pela Vigilância Sanitária, e os motivos são óbvios. Com o objetivo de reduzir custos e aumentar os lucros, as grandes redes reduzem seus quadros de funcionários e promovem um ambiente de terror nas lojas.

Como consequência, os consumidores encontram produtos e alimentos expostos inadequadamente, com data de validade vencida e sem condições de consumo, e longas filas. Já os trabalhadores passam por todo tipo de abuso e sofrem com perseguições; humilhações; assédio moral; sobrecarga e excesso de trabalhado e ambiente insalubre. A falta de empacotadores é outro fator de insatisfação e revolta. Muitas redes não dispõem do profissional e obrigam as operadoras de caixas a embalar as mercadorias, gerando assim grandes filas e acúmulo de função. Em outros casos, são os clientes que acabam trabalhando gratuitamente para as empresas e não tem a quem reclamar.

Insegurança no setor

Além dos maus serviços, outra questão que tem gerado manifestações e revoltas diz respeito a insegurança nas lojas. Funcionando como instituições financeiras, ao receber boletos bancários e abrigar em suas dependências casas lotéricas e caixas de bancos, os supermercados tem atraído cada vez mais a atenção dos bandidos, e com isso estão promovendo uma onda de insegurança entre trabalhadores e clientes, que colocam suas vidas em risco para que os empresários continuem lucrando.

 

É hora de exigir também o pagamento da participação nos lucros e resultados; cobrar horas extras; salários decentes; alimentação digna e ambiente de trabalho saudável. Unidos faremos a diferença!

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