Parlamentares se rebelam contra mais uma manobra de Cunha

No Conselho de Ética, seria apresentado pelo relator, deputado Fausto Pinato (PRB-SP), o parecer prévio sobre a continuidade do processo de cassação de Eduardo Cunha.

Para a líder do PCdoB na Câmara, deputada Jandira Feghali (RJ), a reação dos parlamentares foi uma demonstração clara de que o Parlamento não aceitará manobras. A deputada destaca também que a Câmara está permitindo a ampla defesa de Cunha em todas as instâncias.

“O presidente da Câmara está sendo investigado pelo Conselho. Não pode interferir no seu funcionamento e mandar encerrar uma sessão que ele não tem autoridade nenhuma só para impedir o relator de apresentar seu relatório sobre ele [Cunha]. Isso é uma manobra inadmissível. É ilegal, antirregimental e imoral. Hoje, tivemos uma reação simbólica, politicamente forte, altiva, que o fez recuar da decisão e conseguimos derrubar a sessão por falta de quórum. Foi um protesto e uma demonstração clara de que esta Casa, independentemente de governo e oposição, não vai aceitar manobras desse tipo”, relata.

Cunha prosseguiu com a sessão da Câmara, após o protesto, mas por falta de quórum, a votação de uma medida provisória foi inviabilizada. O parlamentar então decidiu suspender a anulação da reunião do Conselho de Ética, anunciada anteriormente por Bornier.

Pela decisão, os atos do Conselho de Ética não foram anulados, mas poderão ser, se o vice-presidente da Casa assim decidir, após analisar a questão de ordem do deputado André Moura (PSC-SE), para que todos os atos da reunião do colegiado fossem anulados.

Segundo o presidente do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), a próxima sessão deliberativa do colegiado será na próxima terça-feira (24), somente para a leitura do parecer preliminar do relator. A expectativa é que a votação do relatório aconteça só no início de dezembro.

Fonte: Portal Vermelho

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