Plano Inclinado interditado há um ano

O fechamento irá completar um ano causando prejuízos à comunidade e contribuindo para o isolamento do Centro Histórico. A expectativa era a de que a capacidade do plano para transportar sete mil pessoas/dia, entre a Praça da Sé e o Comércio, estivesse a se normalizar.

“Pensou-se em fazer uma estabilização das edificações. Foi feita a limpeza da área para se ter visibilidade e afastar outros motivos para as deformações no talude”, disse Perrone. “Teremos que ampliar as sondagens. Se avaliou que as patologias vão além do que tinha sido imaginado. Precisa-se pensar no talude e numa requalificação do sistema de drenagem pluvial”, detalhou.

Perrone afirmou desconhecer o laudo produzido pela empresa Oeste, contratada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), a título de colaboração com o município, que é o responsável pela operação do plano e proprietário do prédio que sediava o 18º Batalhão da Polícia Militar.

O laudo entregue a gestores municipais em agosto foi esperado durante pelo menos dois meses, para que servisse de subsídio, antes que a Sucop fosse mobilizada pela Transalvador para executar as obras.

À reportagem de A TARDE, o Ipac informou, por meio de sua assessoria, que, os estudos de geotecnia para averiguações foram feitos, “não sendo encontrado nada que ameace as edificações na área da encosta”.

Sobre a interrupção das obras observada pelos comerciantes, Perrone disse: “Sondagens estão se dando. Hoje, não sei dizer se aconteceram. A última foi na semana passada, não lembro o dia”.

Segundo o diretor de obras da Superintendência de Construções e Obras Públicas (Sucop), Edson Bastos, o diagnóstico de problemas foi ampliado. O novo prazo para os reparos necessários é de 120 dias a partir da contratação da empreiteira, o que depende de licitação.

Comércio local

Desde o fechamento do Plano Inclinado, há um ano, o Sindicato dos Comerciários tem realizado paralisações e manifestações para cobrar da administração pública solução para o problema, que atinge trabalhadores e empresários do local. Reuniões e visitas foram agendadas com promessas do Secretário João Leão, mas até o momento nada foi feito. O fechamento do plano tem causado prejuízos e demissões, devido a falta de clientes, que ficam impossibilitados de frequentar o local.  Isso é mais um exemplo da má administração pública e do descaso com a população soteropolitana.

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