Por que os ricos são contra a CPMF

A proposta do Governo, ao retormar a CPMF, corresponte a uma tentativa de democratização tributária, cuja arrecadação objetiva financiar o mais democrático sistema de saúde pública do mundo.

No entanto, a grita dos setores conservadores, se explica – antes de tudo – pela defesa dos interesses privados, em especial, dos planos de saúde. Além disso, aqueles que estão acostumados à prática da sonegação de impostos, se incomodam com a aplicação de um imposto direto, onde a cobrança é aplicada proporcionalmente aos seus gastos. Ou seja, é um imposto que não penaliza os pobres e isenta os ricos, como a maioria dos impostos indiretos.

“Talvez esse seja o principal motivo de tanto alarde dos ricos, que tem a mídia como porta-voz, cuja prática de sonegação, frequentemente, é descoberta. Além disso, os detentores de grandes fortunas, estão acostumados a não ter taxação sobre seus movimentos financeiros”, afirmou o presidente do Sindicato dos Comerciários, Jaelson Dourado.

Segundo o presidente Jaelson, é preciso evoluir para uma reforma tributária que, efetivamente, passe a taxar as grandes fortunas, ou seja, quem tem mais, paga mais. Entretanto, garante Jaelson, “a criação de novos impostos não é o ideal, mas, a proposta de retomada da CPMF, tem caráter democrático e redistributivo, uma vez que transfere recursos para o SUS, que atende toda a população”.

 

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