Preço da cesta básica cai em nove capitais

Em fevereiro, os preços dos produtos alimentícios essenciais apresentaram queda em nove das 17 capitais pesquisadas pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos. As principais quedas ocorreram em Brasília (-2,02%) e Florianópolis (-2,07%). Nas demais onde houve alta, destacando-se Acaraju (4,32%), Curitiba (3,36%) e Recife (3,20%).

O feijão ficou mais barato em 15 capitais na comparação com janeiro. As maiores variações negativas foram registradas em Salvador (-23,58%), Fortaleza (18,87%), Belém (-13,55%), Recife (-13,49%) e Belo Horizonte (-12,66%). Em Porto Alegre foi observado o único aumento (1,66%) e em Florianópolis, o preço do produto não apresentou variação. Já no período anual, os aumentos ocorreram em 16 regiões e em algumas localidades foram muito elevados, como em Aracaju (69,01%), Manaus (51,86%), Goiânia (45,28%) e Natal (41,09%). O barateamento foi constatado somente em Belém (-6,53%).

O arroz caiu de preço em 10 capitais. As reduções mais significativas foram as de Porto

Alegre (-3,98%), João Pessoa (-3,79%) e São Paulo (-3,52%). Houve alta em outras três: Manaus (3,31%), Florianópolis (1,64%) e Belo Horizonte (1,60%). Nas demais cidades, o preço do produto ficou estável. Em 12 meses, houve barateamento em 13 capitais, principalmente em Porto Alegre (-16,75%), Vitória (-15,59%), João Pessoa (-12,43%) e Salvador (-10,00). Os aumentos foram registrados em Manaus (3,31%), Goiânia (2,25%), Aracaju (1,76%) e Belém (1,31%). Nos últimos meses, o preço do produto tem baixado em função das boas safras, que permitem estoque regulador.

As maiores quedas ocorreram em Natal (-6,91%), Rio de Janeiro (-5,32%) e Fortaleza (-4,31%). Os aumentos foram apurados em Aracaju (3,43%), Porto Alegre (3,17%) e Curitiba (2,78%). No período anual, o produto teve alta em todas as 17 capitais pesquisadas, na maioria delas, superior a 20%, como em Goiânia (33,95%), Fortaleza (29,83%), Rio de Janeiro (27,40%) e Belo Horizonte (26,79%). A menor elevação anual é a de Aracaju (10,50%).

Com base no custo mais elevado apurado para a cesta básica, no caso a de São Paulo, e considerando a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deveria suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em fevereiro, o menor valor pago deveria ser de R$ 2.194,18, o que corresponde a 4,06 vezes o mínimo em vigor, de R$ 540,00, valor muito próximo ao de janeiro (R$ 2.194,76). Em fevereiro de 2010, o valor era de 2.003,30 (3,92 vezes o mínimo vigente de R$ 510,00).

Variações acumuladas

Em fevereiro, todas as 17 capitais pesquisadas apresentaram variações acumuladas positivas em 12 meses. Apenas três localidades registraram altas abaixo de 10,0%: Salvador (6,15%), Porto Alegre (7,57%) e Vitória (9,60%). Em duas cidades o aumento superou 20,0%: Goiânia (26,70%) e Fortaleza (20,84%).

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