Professores da Ufba elaboram contraproposta e mantêm greve

“A proposta vinda do comando nacional está muito próxima de algumas simulações que fizemos. Falta que o governo aceite a contraproposta, volte a dialogar e atenda às nossas outras reivindicações, como melhoria nas condições de trabalho. A bola agora está com governo”, diz o professor Jair Batista, do Comando da Greve.

A contraproposta sistematizada pelo Comando Nacional de Greve (CNG) foi aprovada para ser protocolada no Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão, alterando-se o valor do piso para R$ 2.018,77 e do índice dos degraus para 4%, reestruturando a carreira.

Com a participação de 177 docentes, duas abstenções e nenhum voto contrário, a continuidade da paralisação foi aprovada. A assembleia foi realizada no auditório da Faculdade de Arquitetura da Ufba.

A próxima assembleia da categoria está marcada para sexta-feira (24), para avaliar os avanços das negociações em Brasília, nos Ministérios do Planejamento e da Educação, e pela Reitoria da Ufba.

A última proposta apresentada pelo governo prevê reajustes que variam entre 25% e 40% para todos os docentes, aplicados de forma parcelada até 2015. A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), uma das entidades que representam os docentes das universidades federais, aceitou o acordo com o governo.

Os professores do Comando da Greve da Ufba são representados pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), que não aceitou a proposta.

Na última quinta-feira (16), o Andes-SN protocolou uma carta dirigida à presidente Dilma Rousseff pedindo reabertura imediata das negociações com os docentes em greve. O Ministério da Educação (MEC) diz que as negociações com os sindicatos estão encerradas.

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