Proposta de plebiscito pode barrar o golpe e reajustar o País

Agora está mais que comprovada a principal motivação do golpe – barrar a Operação Lava Jato que, conforme divulgado nas gravações “pegaria todos, não sobraria ninguém”.

De um lado, um governo provisório ilegítimo, corrupto, incapaz de corresponder à necessidade do país, com uma agenda neoliberal, conservadora, nociva, principalmente aos trabalhadores. Um plano de governo entreguista, que não passou pelo crivo das urnas, portanto, incapaz de conter a crise e retomar o crescimento.

Por sua vez, se retornar, Dilma enfrentará dificuldades em recuperar a governabilidade, pois continuará com minoria, em um Congresso onde Cunha dá as cartas. A desmoralização do governo Temer e a incapacidade de Dilma retomar sua agenda motivou um grupo de parlamentares – contrários e a favor do impeachment – a apresentar uma proposta de plebiscito, antecipando as eleições.

Em entrevista ao jornalista Luís Nassif, semana passada, Dilma defendeu a ideia de convocar novas eleições. A presidenta afirmou que a população terá de ser consultada, caso ela retorne à Presidência da República, ao fim do processo no Senado.

“Rompeu-se um pacto, existente desde a Constituição de 1988. Tem de remontar esse pacto, e ele não será remontado dentro do gabinete. A população, querendo ou não, terá de ser consultada. É fundamental que haja o fim do golpe, o que significa ganhar no Senado. Eu não acho possível refazer o pacto com Temer presidente. Em qualquer hipótese, a consulta popular é o único meio de lavar e enxaguar essa lambança que está sendo o governo Temer”, declarou Dilma.

Movimentos de esquerda, parlamentares – contrários e a favor do impeachment – e centrais sindicais, como a CTB, apoiam a proposta e articulam com Dilma para que, caso ela vença a próxima votação do Senado, assuma o compromisso de convocar novas eleições e deixar o povo decidir.

A presidenta participou, nesta terça-feira (14) de um encontro com senadores, representantes de movimentos sociais integrantes das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e dirigentes partidários. Na reunião, ela reafirmou o apoio a proposta de realização de um plebiscito para que a população decida se quer ou não convocar novas eleições. As entidades pretendem agora discutir o tema e se posicionar de forma coletiva. Na próxima segunda-feira (20), o Coletivo Nacional da Frente Brasil Popular reúne-se e deve posicionar-se sobre a questão.

Entre os participantes da reunião estavam os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), Lídice da Mata (PSB-BA), Jorge Viana (PT-AC) e Armando Monteiro Neto (PTB-PE). Para Requião, o Brasil caminha a passos largos para um plebiscito. O parlamentar chegou a escrever no Twitter que o “impeachment é ilegal e novo governo ferra o povo”, ao defender novas eleições.

Fonte: Portal CTB

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