Queda de Geddel é celebrada em ato contra o governo

“A saída de Geddel desmascara um governo corrupto, que tenta posar de moralista, mas tem uma quadrilha atuando para atacar os direitos sociais e trabalhistas. A queda do sexto ministro revela que esse governo não tem moral para fazer as mudanças absurdas que pretende impor ao País. Semana que vem estaremos em Brasília para pressionar os senadores a não aprovarem a PEC 55. Estamos vigilantes”, afirmou Aurino Pedreira, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) na Bahia.

De acordo com a comerciária Rosa de Souza, vice-presidenta da CTB, as ações serão intensificadas. “A Bahia mostra sua força neste ato que é nacional. Trabalhadores e estudantes se unem contra as reformas da Previdência e trabalhista. É importante essa saída de Geddel, pois mostra que esse governo não vai enganar nosso povo”, disse.

O vice-presidente da FEC Bahia (Federação dos Comerciários da Bahia), Renato Ezequiel, destacou que, enquanto o governo insistir nas reformas perversas, os movimentos sociais estarão nas ruas. “É um absurdo congelar investimento público na saúde e na educação por 20 anos, além de fazer todo mundo se aposentar aos 65 anos de idade. Os comerciários estarão firmes com a Frente Brasil Popular, a Frente Povo Sem Medo e as centrais sindicais”, proclamou.

A CASA CAIU

Mesmo sem ter começado (talvez por ser no 31º andar), a casa de Geddel caiu literalmente. Sua arrogância se escondeu atrás de um escândalo que fatalmente lhe derrubaria. O uso da influência como ministro para fazer o Iphan mudar uma decisão e favorecer a construção irregular de sua mansão na Barra, ganhou proporções que colocou o presidente Michel Temer também na “saia justa”.

Mostrou que o seu “homem forte” é vacilão ou alguém que não mede esforço para fazer valer seus interesses privados. Geddel fez como Romero Jucá e Henrique Alves, também do PMDB e apontados em esquemas de propinas da Lava Jato. Todos pediram demissão.

Geddel não contou que encontraria alguém para lhe bater de frente contra a arrogância: o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero, que o denunciou à Polícia Federal por ter pressionado pela liberação da obra embargada em Salvador.

Cabe esperar os desdobramentos do caso, pois o presidente vai ter que explicar como ele próprio e o o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, também quiseram “enquadrar” Calero em favor de Geddel.

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