Reforma de Temer propõe aumento de contribuição para os servidores

Nesta quinta-feira (6), sob o discurso de seleridade para conter o “déficit”, o estudo técnico elaborado pela equipe econômica da gestão ilegítima sobre a reforma previdenciária será entregue a Temer.

E mais, com a proposta, Temer propõe o fim da paridade entre os servidores ativos e aposentados. A medida, debatida desde a última semana de agosto, se for aprovada, afetará servidores públicos das três esferas da União. Essa proposta desvincula o reajuste salarial de quem está na ativa da correção das aposentadorias.

É a primeira vez que um governo ousa mexer na concepção do Sistema Previdenciário do Brasil. Com o término da paridade entre os servidores ativos e aposentados, aqueles que estão aposentados passariam a receber seus benefícios, corrigidos pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Pseudo déficit previdenciário

Diversos estudos sobre a Previdência Social comprovam que, apesar dos ataques, ela é superavitária e mostram que os governos neoliberais mentem, ao divulgar suposto rombo na Previdência. Por trás desse discurso, está a apropriação indevida dos seus recursos para fatiá-lo com banqueiros nacionais e internacionais e, ao mesmo tempo, liberar o empresariado brasileiro para retomar relações trabalhistas de antes da década de 20 do século XX, todas de cunho escravagista.

Se há rombo, por que, então, em vez de atacar os direitos dos trabalhadores, a gest o governo neoliberal não esclarece esse “rombo”, explicando que a conta foi feita esquecendo-se de excluir, no mínimo as renúncias previdenciárias, valores indevidamente extraídos do caixa da Previdência Social que chegam a R$ 145,1 bilhões?

Valores divulgados pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) demonstram que, em 2015, a renúncia previdenciária foi responsável por aproximadamente 50% do pseudo déficit previdenciário.

Busca por apoio

Antes mesmo da formulação do texto final, o presidente ilegítimo empreende uma verdadeira saga para ganhar apoio para a proposta. Na próxima quinta­-feira (13), em Brasília, já está agendada reunião com os governadores. Também há a sinalização, para a semana que vem, do Palácio do Planaltoreunir com as centrais sindicais para apresentar a proposta.

Fonte: Portal CTB

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