Rio 2016: medalhistas brasileiros defendem a continuidade dos programas sociais do esporte

Após ganhar a medalha de prata na categoria 1000m C1 da canoagem (a primeira do país na modalidade), Isaquias Queiroz lamentou em coletiva de imprensa o fim do projeto Segundo Tempo (do Ministério do Esporte, criado no governo Lula), em sua cidade natal Ubaitaba (BA).

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                     Isaquias Queiroz pede continuidade do programa Bolsa Atleta

“Essa medalha tem um significado especial por ter vindo de um projeto social, mas me dá tristeza ver que isso acabou no Brasil”, disse. “Os EUA são uma potência no esporte porque lá existe incentivo do governo”, complementou.

O atleta desejou ainda que a sua medalha e a de ouro da judoca carioca Rafaela Silva servissem de exemplo para a continuidade dos projetos sociais de incentivo ao esporte. “Tomara que o meu resultado e o da Rafaela, que viemos de setores não muito favorecidos da sociedade, possa abrir os olhos do governo para a importância desses projetos”, afirmou.

Como o primeiro boxeador a conquistar uma medalha olímpica, o baiano Robson Conceição (ouro na categoria peso ligeiro, 60 quilos) falou que “a Bahia é a Cuba brasileira” sobre o país caribenho ser uma potência no boxe e ter a maioria de negros em sua composição populacional.

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          Robson Conceição comemora a sua conquista inédita e compara a Bahia a Cuba

E por falar em Cuba, Pero (categoria peso superpesado, mais de 91 quilos) dedicou a sua vitória ao aniversário de 90 anos de Fidel Castro, no sábado (13). “Eu quero mandar meus parabéns para o comandante”, afirmou Pero.

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         Boxeador cubano Lenier Pero homenageia Fidel Castro na Rio 2016

A bola fora ficou por conta do apresentador de programa esportivo da TV Band, Milton Neves. Ele afirmou: “querendo xingar, xinguem, mas vamos combinar: futebol de muié é de lascar, não tem graça nenhuma. A mulher é tão sublime em tudo, menos para futebol”.

De lascar mesmo é a falta de inteligência na televisão brasileira.

Fonte: Portal CTB

Marcos Aurélio Ruy

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