Salvador amanhece sem ônibus nesta quarta (23)

O Sindicato dos Rodoviários não garante o cumprimento da determinação da Justiça baiana por conta da greve da categoria. O presidente do sindicato, Manoel Machado, diz que existe uma intenção de cumprir, mas não há como controlar os motoristas.

Em algumas regiões da cidade, motoristas clandestinos de vans e kombis e mototaxistas estão fazendo o transporte de passageiros para os principais destinos da cidade, aproveitando o desrespeito à determinação da Justiça, que exije o efetivo mínimo de ônibus circulando em Salvador.

Cerca de 13 mil rodoviários aderiram à greve, e segundo a TV Bahia, o Sindicato dos Rodoviários informou que outras cidades como Feira de Santana, Juazeiro e Senhor do Bonfim também aderiram à decisão.

Ainda de acordo com o sindicato, pelo meno 1 milhão de pessoas dependem do transporte coletivo em Salvador. Em uma reunião realizada nesta terça-feira (22), os empresários do Sindicato das Empresas de Transporte (Setps) ofereceram o reajuste de 4,88% contra os 13,80% pedidos pelos trabalhadores.

Além do reajuste salarial de 13,80% – que corresponde à inflação do período calculada pelo DIEESE (5,37%) mais 8% de ganho real-, a categoria pede a volta do quinquênio, o fim da terceirização do serviço e a redução da jornada de trabalho de sete para seis horas.

A categoria só volta a se reunir para uma nova rodada de negociações com os empresários do setor na próxima segunda-feira (28). Até lá, o movimento grevista deve continuar.

Paralisações em 2011

Em maio do ano passado, os rodoviários fizeram diversas paralisações em Salvador. Durante dois dias – 2 e 13 de maio -, a população enfrentou superlotação nos pontos de ônibus depois da paralisação dos rodoviários nas garagens das empresas de transporte público entre as 4 e 7 horas da manhã.

Os rodoviários chegaram a entrar em estado de greve, mas suspenderam a paralisação após os empresários prometerem reajuste salarial de 8%, aumento de 10% no pagamento de tickets alimentação, piso mínimo para funcionários da manutenção, folga nos finais de semana, plano de saúde administrado pelas empresas a partir de 90 dias, e fim de terceirização na manutenção.

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