Salvador tem inflação acima da média no País

Nos últimos doze meses, Salvador acumula uma alta de 7,28% no índice, que mede a variação do custo de vida da população. A média do Brasil para o mesmo período é de 6,59%. Os valores acumulados estão acima da meta de inflação de 6% estabelecida pelo Banco Central para este ano.

Os preços dos alimentos cresceram em março numa intensidade menor que a verificada no mês anterior. Em março, os produtos ficaram 6,8%, contra 14,5% em fevereiro. “A alimentação continuou em alta, porém numa intensidade menor do que se vinha verificando. De modo geral, a variação vem perdendo intensidade”, destaca o coordenador de disseminação da informação do IBGE na Bahia, Joilson Rodrigues.

Apesar do movimento de desaceleração, o grupo de despesas continua a ser o principal responsável pela alta de preços. Dos 0,47% de aumento na inflação em março, 0,22% foram provenientes do grupo alimentos. “Todos os outros grupos de despesa em março responderam por 0,25%”, diz Joilson Rodrigues.

O segundo grupo de despesas que mais cresceu em março foi o da educação, que apresentou um crescimento de 0,56%, seguido pelas despesas pessoais e habitação. Em despesas pessoais, o ítem empregados domésticos foram responsáveis pela alta mais acentuada, de 1,12%.

O peso da farinha – Embora o tomate venha aparecendo como o grande vilão da inflação neste ano no Brasil, é o preço da farinha que mais preocupa nas regiões Norte e Nordeste do País.

Em doze meses o produto ficou 151,39% mais caro. Ou seja, quem comprava um quilo de farinha por R$ 3 há um ano teria que gastar hoje R$ 7,54 para adquirir a mesma quantidade. No mesmo período, o preço do tomate aumentou em 122%.

“O tomate tem um grande apelo porque é um produto consumido por todo o Brasil. A farinha embora também seja nacional, tem um peso muito maior na dieta das regiões Norte e Nordeste do Brasil”, destaca Rodrigues.

Com as altas de preço, o tomate passou a ter um peso de 0,42% nos orçamentos domésticos da Região Metropolitana. A farinha representa 0,88%. “Isto mostra o esforço do consumidor da RMS em continuar a consumir estes produtos e como ele está gastando mais para manter a dieta”, aponta Joilson Rodrigues.

Segundo o representante do IBGE, a alta nos preços está relacionada à dependência das duas culturas a fatores climáticos. O grupo que teve a maior variação de preços em Salvador foi o de artigos de residência, que apresentou um crescimento de 1,14%.

Transporte foi o único grupo pesquisado que apresentou uma redução da pressão inflacionária na Região Metropolitana, de acordo com o IPCA.

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