Salvador tem pior desempenho em mobilidade na Copa das Confederações

De acordo com André Dantas, diretor técnico da NTU, a associação observou as operações de trânsito em transporte nas seis cidades-sede (Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Rio de Janeiro) em uma das partidas realizadas em cada uma delas. Na capital baiana, o desempenho foi considerado “razoável”, numa escala que passa por “péssimo, razoável, satisfatório, bom e excelente”.

O relatório aponta que Salvador não conseguiu dar um tratamento diferenciado ao transporte público, em detrimento dos automóveis particulares. Além disso, a falta de obras de mobilidade urbana e infraestrutura na cidade também contribuíram para a nota abaixo das demais cidades. Brasília, Recife e Fortaleza tiveram desempenho considerado satisfatório, enquanto Belo Horizonte e Rio de Janeiro, bom.

A coordenadora de mobilidade na Copa das Confederações em Salvador, Grace Gomes, diretora de Mobilidade Urbana e Interurbana da Secopa/Bahia, discordou do relatório da NTU. Grace acrescentou que foram utilizados os melhores veículos e profissionais nas operações. Ela atribuiu possíveis problemas à geografia da cidade e às manifestações no dia dos jogos.

No entanto, a coordenadora baiana reconheceu que a indecisão na escolha entre BRT e metrô atrasou os planos de mobilidade. “Não tivemos metrô nem BRT na Copa das Confederações e não acredito que teremos para a Copa do Mundo”, declarou. Ela não soube dizer quais alternativas estão sendo pensadas para substituir os modais, mas disse que acredita que o transporte rodoviário possa suprir a demanda.

Representante do Ministério das Cidades durante o seminário, a engenheira Cristina Soja disse que aprovou o desempenho de todas as capitais. Questionada sobre a qualidade do transporte fora dos eventos da Fifa, Grace declarou que quer trabalhar junto com a prefeitura para que “a mobilidade urbana de Salvador tenha o padrão Fifa”.

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