Serviços municipais podem parar na folia

Não cumprimento de acordo pela Prefeitura é o motivo

Este ano o Carnaval nas ruas de Salvador pode ser diferente. Com a possibilidade da redução de 30% do efetivo dos servidores municipais que trabalhariam na Operação Carnaval 2011, alguns serviços essenciais ao folião podem ficar prejudicados. O anúncio de que o acordo firmado na última sexta-feira, dia 25, com a Coordenação do Carnaval pode não ser cumprido foi recebido com revolta pela categoria, que promete parar os serviços. De acordo com o Sindicato dos Servidores da Prefeitura Municipal do Salvador (Sindseps), o fato já foi anunciado aos coordenadores dos órgãos.

Após sucessivas tentativas de negociações, iniciadas em janeiro entre a Coordenação do Carnaval – formada pelo vice-prefeito Edvaldo Brito, pela chefe interina da Casa Civil, Lisiane Guimarães, e pelo representante da Secretaria Municipal de Planejamento, Tecnologia e Gestão de Salvador (Seplag), Péricles Santana –, Prefeitura e Sindseps assinaram o acordo. Ficou estabelecido, entre outras atribuições, que a Prefeitura iria promover o reajuste de 30% na remuneração dos servidores em relação às horas trabalhadas no Carnaval, a depender da função. Com o acordo, a Prefeitura assumiu ainda o compromisso de priorizar os servidores municipais na contratação para a Operação Carnaval; ocupar os cargos de chefia com servidores que atuam na área; manter a denominação dos cargos e efetivar o pagamento na folha de abril.

Diante da notícia, guardas municipais, agentes de trânsito, salva-vidas, vigilantes e fiscais amanheceram o dia com suas atividades paralisadas e fazem, desde às 8h, nova mobilização saindo em caminhada da Avenida San Martin. De acordo com o sindicato, uma briga política entre o vice-prefeito Edivaldo Brito, que participou diretamente das negociações e da assinatura do acordo, e o prefeito João Henrique Carneiro seria o motivo do descumprimento. Em resposta, os servidores resolveram paralisar hoje suas atividades até que uma nova solução seja negociada.

Na tarde de ontem, o sindicato convocou a imprensa para tornar pública a sua indignação e anunciar a mobilização de hoje. Que não descarta a possibilidade de greve geral dos servidores caso não haja nenhuma negociação por parte da prefeitura. A mobilização de hoje acontece logo após a assembleia da Guarda Municipal de Salvador, que, com o descumprimento do acordo, terá seu efetivo de Carnaval reduzido para apenas 500 profissionais.

Eles pretendem paralisar o trânsito na Avenida San Martin e dali seguir para a Superintendência de Conservação e Obras Públicas (Sucop) e depois para a Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador), locais em que convocarão os servidores para aderirem à mobilização. Além destes órgãos, paralisam também suas atividades a Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), a Superintendência de Conservação e Obras Públicas (Sucop), a Guarda Municipal e o Salvamar.

Compartilhe:

Deixe seu recado

Deixe seu recado