Servidores da Saúde fazem paralisação e manifestação no CAB

O presidente do Sindsaúde, Silvio Roberto dos Anjos e Silva, lembrou que os servidores da Saúde têm várias pendências com a Sesab como os pagamentos da progressão por tempo de serviço, da promoção de carreira e da URV, além da abertura da discussão da revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimento (PCCV), dentre outras demandas. Ele destacou ainda as ameaças trazidas por alguns projetos de lei que retiram cada vez mais os direitos dos trabalhadores como o PL 257.

“Estamos vivendo uma situação bastante comprometedora para os trabalhadores, não só do setor público, por isso precisamos cada vez mais buscar a unidade da categoria. Temos que lutar pelos nossos direitos e contra os projetos de lei que representam a extinção do serviço público, como o PL 257”, afirmou.

A vice-presidente do sindicato, Tereza Deiró, destacou que os servidores do HEOM vêm sofrendo assédio moral coletivo da Sesab que vem promovendo o desmonte da unidade com a intenção de implantar a gestão privatizada. “Na reunião que tivemos com o secretário Fábio Vilas-Boas no final do mês de maio, ele desqualificou tanto o serviço do Octavio Mangabeira, que tantos serviços importantes presta à população. Agora, numa atitude totalmente arbitrária e privatista iniciou o seu sucateamento. É preciso que a população e os servidores entendam que não se pode fechar um hospital como o Octavio Mangabeira que é o único em referência para a tuberculose no estado”, alertou.

Em sua fala a diretora do Sindsaúde e vereadora de Salvador, Aladilce Souza, reforçou a luta pelo reajuste salarial e em defesa dos hospitais Octávio Mangabeira e Mário Leal.

A população da Bahia não pode perder o hospital Octavio. A Bahia ainda é um dos estados com maior prevalência de tuberculose. É um absurdo essa decisão unilateral e arbitrária tomada apenas dentro do gabinete. Temos um Conselho Estadual de Saúde que não foi consultado. Quero também pedir a vocês que apóiem e se solidarizem com os pacientes do hospital Mário Leal. É preciso que as pessoas tenham clareza do que é a assistência em saúde mental no estado. É uma rede que, simplesmente, não existe, pois o número de serviços não é suficiente”, criticou.

Assédio Moral

O caso de assédio moral praticado pelo diretor do HGE André Luciano Santana de Andrade também foi repudiado na manifestação. “O diretor do HGE é um covarde porque botou oito mulheres dentro de uma sala fechada para ameaçá-las. Se fosse homem, ele não teria essa postura”, falou a diretora do Sindsaúde, Inalba Fontenelle. Ela lembrou que o diretor do HGE não é só um gestor, mas também um servidor público, que está regido pelo estatuto do servidor público (lei 6677), e, por isso, tem o direito de ser julgado como qualquer outro trabalhador. “O Sindsaúde está acompanhando a sindicância e esperamos que seja feita com agilidade e transparência. Nós queremos que ele pague dentro do que diz a lei, para que sirva de exemplo para outros que se apropriam do cargo público para chantagear e intimidar os trabalhadores”, pontuou.

Reunião

Durante a manifestação a diretoria do Sindsaúde e representantes dos trabalhadores foram chamados para participar de uma reunião com representantes da Sesab. A comissão foi recebida pela assessora do secretário, Gabrielle Sampaio, pelo superintendente de Recursos Humanos, José Raimundo Mota, dentre outros. Ficou definido que, além do calendário de reuniões para discutir a pauta específica da categoria, a Sesab iriam abrir um processo de discussão sobre o Hospital Mário Leal e a saúde mental no estado.

Fonte: CTB Bahia

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