Servidores de Salvador entram em greve na terça-feira

Após a comunicação feita pela diretoria do sindicato para à sociedade por meios dos órgãos de imprensa, a titular da Semge resolveu marcar a primeira reunião da Mesa Permanente de Negociação para tratar da pauta da Campanha Salarial 2016. A negativa da gestão foi comprovada pela diretoria do Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador (Sindseps) por meio dos protocolos emitidos pela própria secretaria [Semge] e pelo Palácio Thomé de Souza. Não há nenhuma resposta emitida pela prefeitura ou qualquer indício de que fora feita qualquer análise ou estudo de impacto financeiro das solicitações entregues no último dia 29 de janeiro.

Segundo o coordenador geral do Sindseps, Everaldo Braga, a categoria decidiu de maneira unânime que somente com intensificação da mobilização, a prefeitura poderá iniciar uma negociação. “O sentimento visto na assembleia foi de que não poderíamos retroceder. As diversas categorias estiveram representadas em um gesto de coragem. Ninguém temeu ameaças e o assédio moral praticado com a intenção de esvaziar a mobilização. O sindicato legitima a decisão dos servidores municipais. O trabalhador é quem diz o que deve ser feito e a entidade busca garantir essa vontade coletiva e a greve foi a direção escolhida”, apontou Braga.

A reunião programada para sexta-feira (11) foi considerada como uma oportunidade de entendimento sobre os itens propostos pelos servidores. Para o dirigente sindical, a expectativa da categoria é de que não haja tensionamento por parte da gestão municipal. “Se o prefeito e sua auxiliar tiverem intenção de tensionar a negociação para contar com os prazos da Lei Eleitoral não serão exitosos. O servidor municipal tem total compreensão de seu papel na mobilização e estará disposto a enfrentar este desafio. Caberá ao sindicato encontrar as melhores alternativas para defender os interesses da categoria. Temos a certeza de que estamos preparando para o enfrentamento e seremos leais ao que for decidido pelas assembleias. Não estamos radicalizando como apontou a secretária e sim, tentando garantir que não sejamos surpreendidos mais uma vez e a pauta não seja cumprida pelo prefeito”, disse o sindicalista.

Fonte: CTB Bahia

Compartilhe:

Deixe seu recado