Servidores de Salvador podem declarar greve geral

Segundo o coordenador geral do Sindseps, Everaldo Braga, os servidores municipais produziram a pauta da campanha salarial de 2016 e protocolaram em diversos órgãos para que os gestores tomassem conhecimentos e realizassem análises prévias para a Mesa Permanente de Negociação. “Tivemos essa precaução de iniciar a nossa mobilização e acionar a gestão municipal para que fizessem estudos de impactos financeiros das nossas reivindicações. Passados mais de trinta dias, nenhuma reunião foi feita e não há qualquer sinalização de que haverá entendimentos de que os pontos apresentados são necessários para o bom funcionamento da máquina pública. Já fizemos várias assembleias e a categoria tem garantido tempo para que os procedimentos burocráticos fossem feitos pelos gestores e aprovado pelo prefeito. Chegou o momento de decidir outra forma de buscar a negociação”, disse Braga.

O dirigente do sindicato diz ainda que o prefeito também tem conhecimento da pauta dos servidores municipais e prefere a ameaça de corte de pontos para esvaziar a mobilização dos trabalhadores. Em sua opinião, existe uma falta de interesse do chefe do Executivo em negociar com os trabalhadores. “Protocolamos a pauta no Palácio Thomé de Souza e até o momento, nem mesmo um ofício declarando o recebimento do conteúdo veio como resposta. Parece que há uma clara intenção de postergar a negociação para que os impedimentos da Lei Eleitoral sejam usados como argumentos vazios e os servidores sejam penalizados sem aumento e com a inflação dos últimos doze meses corroendo os salários. Em caso de uma greve decidida pela categoria, podem aguardar declarações oficiais do prefeito dizendo que houve ruptura por parte do sindicato. A decisão unilateral de não negociar tem sido dele”, disse Everaldo Braga.

Fonte CTB Bahia

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