Sessão na Assembleia pede punição aos assassinos de Colombiano e Catarina

Com o plenário lotado de sindicalistas de diversas entidades sindicais soteropolitanas, militantes de diversas siglas partidárias e representantes de instituições, a sessão iniciou coordenada pelo deputado Bobô, com proposição assinada pelo deputado Zó, ambos do Partido Comunista do Brasil.

A mesa da sessão especial de homenagem, além dos deputados proponentes, contou com a presença dos sindicalistas Rosa de Souza, comerciária, representante da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB Bahia e o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Hélio Ferreira dos Santos. Representando a família esteve o dirigente do PCdoB, Geraldo Galindo, além de representantes de outras instituições, como a OAB/BA, vereadores e deputados federais.

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Representando os trabalhadores do comércio estiveram presentes os diretores do Sindicato Ailton Plínio, Genivaldo Marcos, Rubiraci Almeida (Cherry), João Brandão e Evilásio Lima.

Bobô ressaltou a contribuição de Colombiano e Catarina como agentes políticos e como dirigente sindical dos trabalhadores rodoviários que era Paulo Colombiano, cuja motivação de sua morte foi a firme atuação para averiguar uma suspeita de fraude em um contrato com o plano de saúde do Sindicato dos Rodoviários, de responsabilidade da empresa MasterMed, que indicava desvios de R$ 35 milhões.

Segundo apontaram as investigações policiais, os empresários Claudomiro César Ferreira Santana e Cássio Antônio Ferreira Santana, irmãos, são acusados pelo mando do crime. A execução teria sido feita por Daílton Jesus, Edilson Araújo e Wagner Souza.

Mesmo após um amplo e elucidador trabalho da Secretaria de Segurança do Estado da Bahia, apontando os responsáveis pelo duplo homicídio, a Justiça baiana demonstra morosidade na convocação do juri popular.

O sentimento e as manifestações de todos os presentes foi em torno da cobrança de que os acusados sejam julgados o mais brevemente possível, para que se desfaça a sensação de que na Bahia apenas os criminosos que usam sandálias “havaianas” é que vão para a prisão, enquanto os bandidos de gravata seguem ostentando participação em eventos suntuosos.

Por Sônia Corrêa – Ascom Sindicato dos Comerciários de Salvador

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