Shopping popular trará novo conceito de comércio

Deixar o luxo das lojas de lado e comprar roupas, eletrônicos, sapatos, bolsas e acessórios em um dos 250 boxes que serão instalados no JJ Center, novo shopping da Baixa dos Sapateiros. Esse é o novo conceito que um grupo de investidores de Minas Gerais está trazendo para Salvador.

A ideia é trabalhar como uma galeria, só que no lugar das lojas, a maior informalidade, o melhor aproveitamento do espaço e o menor custo dos boxes. Também estão previstas uma agência bancária, uma lotérica e uma praça de alimentação no centro comercial.

Perspectiva do JJ Center, shopping popular na Baixa dos Sapateiros que contará com 250 boxes de vendas

Segundo Cláudio Correia, diretor comercial do JJ Center, o shoppping será inaugurado até o dia 1° de junho. Caso a obra de reforma do prédio não sofra nenhum atraso, poderá ser aberto até no dia 15 de maio. O local escolhido foi o prédio da antiga Mega Insinuante, e o diretor comercial acredita que o empreendimento será importante na revitalização da Baixa dos Sapateiros.

A partir da próxima quarta-feira (27), o grupo comecará a negociar os boxes no mesmo local do empreendimento. Correia revela ainda que já há uma lista de reserva com 40 empresários de Feira de Santana interessados no JJ Center. O prédio conta com três andares e 1.200 metros quadrados por pavilhão.

“Isso aconteceu com o centro antigo de Belo Horizonte. Os empresários acreditaram que esse comércio poderia ser um atrativo e investiram na região. Agora, acreditamos que o mesmo pode acontecer na Baixa dos Sapateiros, com ela voltando a ser o que já foi”, acrescenta Correia.

Essa é a primeira vez que esse grupo de investidores de Minas Gerais faz um investimento fora do estado. Segundo Correia, a aposta é nas classes mais populares, que encontrarão no local um equipamento destinado a elas.

Shoppings

Os outros quatro shoppings ainda não têm locais confirmados, mas Correia garante que serão entre a Baixa dos Sapateiros, Avenida Sete de Setembro e o Comércio. “Vamos fazer um investimento de R$ 60 milhões até 2017. Nossa previsão é de inaugurar um este ano, dois outros em 2014 e o restante até 2017”, informa Correia. Só na primeira unidade estão sendo investidos R$ 10 milhões. Os cinco empreendimentos deverão gerar 20 mil empregos diretos e indiretos.

“Nem todos serão iguais a esse primeiro. Também serão shoppings populares, mas poderão ser segmentados. Por exemplo, ser um shopping só de confecções”, explicou o diretor comercial.

A previsão é de que passem pelo shopping uma média de 4 mil a 6 mil pessoas por dia. Correia disse ainda não ter uma estimativa de valor em compras geradas no JJ Center. Mesmo com o abandono da região, ele conta que, a partir do momento em que se começou a comentar as iniciativas de revitalização para a Baixa dos Sapateiros, já se percebeu uma valorização do local. “Hoje, já vemos os imóveis de 15% a 20% mais valorizados na região. Em outubro, a gente sentia outra realidade ali”.

Para a professora de Comportamento de Consumo da Unifacs Rose Gatelli, a ideia parece boa, pois desafoga a área do Shopping Iguatemi, um dos principais empreendimentos que miram – em parte – o comércio popular.

“A classe C ganha uma nova opção de centro de compras. Além de ajudar na revitalização de um espaço da cidade”, diz. Rose acrescenta que esse movimento é uma tendência, com as grandes lojas e novos centros comerciais indo ao encontro das classes mais populares. Afinal, são essas pessoas que estão aumentando o poder de compra.

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