Shoppings e trabalhadores não entram em acordo sobre cobrança de estacionamento e nova audiência é marcada

Durante a mediação que aconteceu na sede MPT, no Corredor da Vitória, os representantes dos centros comerciais apresentaram uma proposta de cobrança diferenciada para os trabalhadores. Os carros pagariam mensalidade de R$ 110,00 e as motos R$ 70,00. Os valores ainda oneram muito. Atualmente, o valor médio cobrado é de R$ 150,00 por mês, com exceção do shopping Paralela (R$ 60,00).

No Piedade, a solução provisória é a de disponibilizar 43 vagas gratuitas para funcionários de estabelecimentos e 10% das demais vagas disponíveis para regime de mensalista mediante pagamento de taxa de R$150.

Porém, o presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Jaelson Dourado, disse que os valores cobrados não são irrisórios e afetam o salário dos trabalhadores. A categoria solicitou que os dirigentes dos shoppings façam um levantamento para apontar a quantidade de trabalhadores que possuem veículo e o impacto financeiro que a falta de acesso aos estacionamentos causa na vida dos trabalhadores.

Segundo Dourado, “a categoria que já possuem incorporados aos contratos de trabalho o direito à vaga de estacionamento. Ele defendeu a isenção, já que os trabalhadores, devido à crise econômica, estão sofrendo com a baixa nas vendas que impacta diretamente nos seus salários”. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), desde que foi iniciada a cobrança, no dia 22 de junho desse ano, a entrada de veículos nos principais shoppings centers de Salvador recuou entre 15 e 20%.

“Acredito que agora com esse levantamento vai ser possível discutir sobre bases reais, uma vez que os shoppings poderão saber o impacto que uma isenção ou mesmo uma cobrança subsidiada teria sobre o faturamento geral do estacionamento de cada um deles”, explicou a procuradora Cleonice Moreira, que conduz a mediação.

Os representantes da classe trabalhadora propuseram ainda que os shoppings cobrassem um valor menor dos trabalhadores ou devolvesse a diferença em bônus no próprio estacionamento, caso um acordo fosse firmado na próxima reunião. Contudo os representantes dos shoppings não aceitaram.

Uma nova audiência está marcada para o dia 26 de agosto, no MPT, Corredor da Vitória. Até lá, as direções dos centros comerciais devem formular uma nova proposta.

Fonte: FEC Bahia

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