Sindicalismo amplo, democrático e de luta da CTB é terceiro maior do Brasil

“Inauguramos este mandato tendo como meta atingir 10% de representatividade. O trabalho desenvolvido pela central vem indicando que além de ter atingido a meta ainda temos uma boa perspectiva de crescimento”, diz o presidente da CTB, Adilson Araújo, em entrevista na sede da Central, em São Paulo, na véspera do Dia Internacional da Mulher, data que tem o apoio e engajamento da CTB desde sua fundação. Aliás, o bom desempenho da CTB aponta para a correção política do caminho que vem sendo seguido na atual gestão da central, marcada pela defesa dos direitos sociais e trabalhistas que, além das mobilizações regionais e nacionais, organiza seminários e debates por todo o país para aprofundar a compreensão da conjuntura político-social brasileira.

“A CTB tem uma compreensão de que a construção unitária das centrais sindicais é um fator estratégico para o fortalecimento da classe trabalhadora. Foi exatamente o esforço de construção desta unidade que possibilitou, a própria legalização das centrais, que o presidente Lula homologou através de um projeto, em 2008, bem como a conquista da política de valorização do salário mínimo, uma das mais importantes para a classe trabalhadora e que atende a 46 milhões de brasileiros”, analisa.

A realidade sindical, no entanto, é um pouco diferente do que nos revela a aferição oficial, já que o processo que resulta no registro sindical formalizado no ministério leva tempo e exige condições e procedimentos muitas vezes não atendidos por pequenas organizações. Atualmente, a secretaria geral da CTB registra a existência de pelo menos 400 sindicatos associados que ainda estão em processo de regularização e formalização de sua entidade junto ao ministério (além dos 750, oficialmente reconhecidos). E foi justamente para atender a esta dificuldade que a CTB criou há dois anos o Centro de Organização, Apoio e Logística às entidades sindicais, o Coral, que visa orientar e ajudar os sindicatos na regularização de sua documentação.CTB maio

Para o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, o fortalecimento da entidade deve-se, sobretudo, à política de luta e defesa dos direitos do trabalhador. “Esta é a razão do crescimento da Central. A CTB assumiu uma posição de muito equilíbrio, de defesa da unidade das centrais e coerência dentro do projeto que defende. O resultado da aferição reflete isso”, diz Gomes, destacando que atualmente a CTB representa quase 100% das categorias profissionais e está sediada em todos os estados brasileiros. “Temos um bom alicerce para seguir num crescimento gradual e seguro”, diz ele.

E temos também um campo grande para crescer, pontua o secretário de aposentados e previdência da CTB, Pascoal Carneiro. Ele lembra que em segundo lugar no ranking estão sindicatos e organizações sem filiação a centrais e que muitas delas têm afinidades com a CTB. Para Carneiro, em 2016 a CTB precisa atuar em três frentes. “É preciso instruir bem as bases sobre formalidades, como preenchimento de atas, realizar visitas a sindicatos não filiados e fortalecer o trabalho de formação, ajudando a fomentar a consciência política”.

Raimunda Gomes, secretária da comunicação da CTB, afirma que a central produziu as suas próprias lideranças sindicais em um período em que a classe trabalhadora estava carente de representantes. “Nestes anos construímos nossas próprias lideranças, sempre norteados pela defesa intransigente dos direitos sociais e trabalhistas, incluindo o envolvimento da juventude, a organização sindical no campo, a defesa dos direitos da mulher e o diálogo internacional. O diferencial da CTB é o fato de ter nascido das demandas dos próprios trabalhadores e trabalhadoras. A CTB tem a cara da classe trabalhadora”, diz ela.

E é esta, talvez, uma das maiores motivações da entidade e sua força motriz: “O que nos motiva na CTB é perceber que nossos sindicatos vêm desenvolvendo uma política de maior empatia e isso é consequência de um sindicalismo amplo, democrático e de luta”, analisa Araújo.

Fonte: CTB/BA

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