Sindicato diz que comerciários precisam ser valorizados, em audiência na Câmara

Sindicato defende valorização dos comerciários

O presidente do Sindicato dos Comerciários de Salvador, Jaelson Dourado, destacou o crescimento do comércio, enfatizando que o acumulado do lucro real das empresas no período dos últimos 10 anos, se aproxima de 80%. O comércio da cidade é o terceiro maior do país e o primeiro do norte-nordeste. Contudo, há desproporção quando o assunto é valorização do salário do trabalhador.

“A nossa data base é no mês de março. Estamos praticamente na segunda quinzena de abril e até agora não assinamos a nossa convenção coletiva de trabalho, porque os empresários não apresentam uma proposta que corresponda ao crescimento acumulado e os lucros extraordinários que tiveram na última década. A inflação do último ano bate na casa de 11,08. Não apresentar um reajuste que reponha a inflação e proporcione ganho real aos salários é injusto para aqueles que fazem o comércio crescer.” desabafou.

FEC destaca o papel dos trabalhadores

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A economia de Salvador é formada pelo setor de comércio e de serviço. O comércio da cidade teve uma dinâmica de crescimento forte nos últimos 10 anos, com um crescimento bem a cima da média nacional, atingindo um patamar de 10%. De acordo com o presidente da Federação dos Comerciários da Bahia, Reginaldo Oliveira, esse crescimento só foi possível porque houve melhoria no salário e na qualidade de vida dos trabalhadores.

Segundo ele, o comércio e, principalmente, o comerciário precisa de um olhar especial. “Não podemos pensar em crescimento cortando os direitos dos trabalhadores. A posição que o prefeito tomou com a cobrança dos estacionamentos foi absurda. As pessoas deixaram de preparar a sua compra. Passaram a fazer as coisas correndo. Foi ruim para toda a população e pior para o comerciário”, enfatizou.

Oliveira traçou ainda um panorama do avanço do comércio nos bairros, a ampliação e construção de shoppings. Cruciais para a geração de emprego e renda na cidade. “Nossa economia cresceu em função da atividade econômica que tivemos na nossa cidade e no entorno nos últimos anos. Acho que precisamos fazer uma grande campanha pelo retorno do desenvolvimento econômico em Salvador. O comércio não funciona se não tiver renda”, destacou.

Tributação

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De acordo com o diretor de Organização do Sindsefaz, Cláudio Meireles, em Salvador, há uma necessidade de rever o cálculo do IPTU, que hoje é uma carga pesada nas costas do comerciante. Segundo ele, “houve uma reforma tributária na gestão do atual prefeito, ACM Neto, que aumentou o IPTU, em certos casos, em até 1000%. Isso gera dificuldade no comércio porque cria uma despesa maior. Ele defende que é preciso cobrar uma atitude do prefeito. Nós achamos que está na hora de cobrar atitude da prefeitura porque está reforma tributária sobrecarga a economia e diversos setores”, defendeu.

De acordo com Ana Georgina Dias, supervisora técnica do Dieese Bahia, o aumento do IPTU, casado com a cobrança do estacionamento de shoppings e aumento do valor do estacionamento da zona azul é um “coquetel’ preparado para fazer com que as coisas não deem certo.

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