Sindicato e trabalhadores pavimentam ponto na Paralela

Segundo a comerciária Nilvânia Correia, que trabalha na região, os constrangimentos são frequentes.  “A situação aqui é horrível, principalmente quando chove. Várias pessoas já caíram no chão ao escorregarem na lama. Sem contar no constrangimento”, destacou.

Segundo Jaelson Dourado, presidente do Sindicato, a obra teve um custo relativamente baixo e vai beneficiar diversos comerciários que utilizam o ponto diariamente. “Diante do clamor dos trabalhadores, que se queixavam das quedas que levavam, principalmente nos dias de chuvas, o Sindicato tomou a iniciativa de mostrar que não custa caro e a obra vai beneficiar muita gente”, disse.

Ativação do ponto de ônibus

Na ocasião também foi realizada uma manifestação para exigir da prefeitura a ativação do ponto de ônibus em frente ao Shopping, sentido aeroporto. No local a parada é permitida apenas para ônibus executivos e o abrigo mais próximo fica em frente a FTC, distante e sem segurança. Para chegar ao ponto, trabalhadores e clientes precisam caminhar cerca de 400 metros e atravessar duas pistas de alta velocidade, sem faixas para pedestres nem semáforos. O abrigo é improvisado e não há cobertura para proteger os usuários da chuva e do sol. “Pegar ônibus aqui é complicado, hoje tá bom porque está sol mas quando chove não temos como nos proteger. Além disso colocamos nossas vidas em risco porque durante o percurso não há sinalização nem faixa para que tenhamos segurança ao atravessar as ruas”, destacou a comerciária Patrícia dos Santos. “Os trabalhadores estão arriscando suas vidas na volta para casa e o Sindicato não vai permitir este descaso”, pontuou Jaelson.

No encerramento das atividades (22h) a situação tende a piorar, quando os comerciários se tornam presas fáceis para ações de bandidos devido a falta de iluminação do local. “É uma situação delicada tanto para trabalhadores, que tem que se deslocar para um ponto distante e sem segurança, como para os estudantes, todos ficam expostos. O local também não tem pavimentação, isso prejudica ainda mais”, completou Alfredo Santiago, secretário de imprensa do Sindicato.

Um documento com as duas solicitações havia sido entregue à Secretaria de Transportes e Infraestrutura de Salvador (Setin) há mais de 30 dias, mas até a ocasião nada tinha sido feito.

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