Sindicato lança campanha por segurança em Salvador

Balanço

No último fim de semana várias lojas foram roubadas e três supermercados registraram ocorrências de assaltos, em um deles (13/7), no Bompreço Cabula, um comerciário de 23 anos foi assassinado. Em outro episódio (16/7), no Atakadão Atakarejo da Calçada, a comerciária foi retirada de sua residência e teve a vida de seus filhos ameaçada pelos marginais. “O Sindicato está tomando a iniciativa não só de lançar a campanha em defesa da vida das pessoas que trabalham no comércio como também está agendando uma reunião urgente com a Secretaria de Segurança Pública e com os dois sindicatos patronais para fazer uma discussão sobre a onda de violência que o comércio vem sofrendo. Pretendemos com isso impedir que os trabalhadores continuem perdendo suas vidas para os bandidos no local de trabalho”, afirmou Adilson Alves, presidente do Sintrasuper.

Patrimônio – CAT

De acordo com a CLT, o assalto ao local de trabalhado é considerado acidente de trabalho, e todo trabalhador que presenciar o fato tem garantido o direito a emissão do Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT). Com isso, é garantido ao trabalhador recorrer ao INSS para realizar seu tratamento sem perdas financeiras.  As empresas instalam equipamentos de segurança para proteger o patrimônio e deixam de lado a segurança do trabalhador. Muitas delas sequer oferecem assistência e apoio àqueles que presenciaram o assalto e os obrigam a voltar ao trabalho logo após o fato, apesar do trauma, conforme citou o ex-funcionário Jessé Levi. “As funcionárias dos caixas estavam chorando e desmaiando e foram obrigadas a voltar ao trabalho 5 minutos após o assalto, tempo que a loja ficou fechada após a morte do nosso colega”.

Bancos e lotéricas

As casas lotéricas e caixas de bancos que funcionam nos estabelecimentos também representam perigo, assim como os horários de abertura e fechamento, quando mais uma vez o trabalhador se torna presa fácil para os bandidos, seja nos pontos de ônibus, escuros e sem segurança, como dentro das conduções. Os clientes também se queixam da situação. “Fui abordada por uma pessoa no estacionamento que me seguiu e me deixou aterrorizada e nenhum segurança se aproximou para me socorrer”, afirmou a aposentada Lúcia Valadares.

Outros problemas

Os problemas no comércio de Salvador são antigos e há muito tempo o Sindicato cobra soluções das autoridades. No caso dos supermercados, além da violência praticada pelos bandidos, há também perseguições por parte das chefias; desvios de funções; sobrecarga de trabalho; entre outros. Outro ex-funcionário que se queixa do trabalho no supermercado é João Raimundo. “No Walmart somos maltratados e desrespeitados. A preocupação com o indivíduo é puro marketing. Aqui dentro é só humilhação”, completou João.

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